CRÔNICA
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 07 de julho de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
Amável leitor(a), o mundo resolveu acelerar sem pisar na embreagem da sensatez. Em Sergipe, apareceu um projeto oferecendo CNH gratuita e capacitação profissional. Ora, finalmente alguém percebeu que mudar de categoria na carteira é mais fácil do que mudar a categoria de certos motoristas da vida, aqueles que estacionam o bom senso na vaga exclusiva da teimosia! Que venham novos condutores, porque o Brasil já está cheio de especialistas em dirigir conversa fiada e pilotar desculpas sem retrovisor. A esperança, toda sorridente, ligou o pisca-alerta e gritou: “Embarquem, ainda há combustível para os sonhos!”
Enquanto isso, em Brasília, o Senado resolveu apertar o cinto de segurança dos partidos políticos, colocando-os na rota das regras de prevenção à lavagem de dinheiro. É curioso… até o dinheiro parece fazer hidroginástica de tanto que tentam lavá-lo! Se existisse campeonato olímpico de espuma financeira, algumas notas sairiam perfumadas, usando roupão e chinelos. O sabão olhou para a política e pediu aposentadoria: “Não fui feito para esse serviço pesado!” Afinal, quando a transparência entra pela porta, a maquiagem da esperteza costuma fugir pela janela.
E, do outro lado do planeta, um Boeing desapareceu como quem foi engolido pelo silêncio do oceano. O radar perdeu a voz, o céu vestiu luto e o mar, esse velho poeta salgado, abriu os braços para guardar um mistério que ninguém gostaria de escrever. Nessa hora, toda piada faz reverência ao respeito, porque a vida é um fio de vento tentando equilibrar-se sobre a corda bamba da eternidade. A tecnologia, gigante de aço, também tropeça; e quando tropeça, lembra à humanidade que nenhuma máquina é maior que a fragilidade de um coração.
Assim terminou o dia: uma estrada oferecendo oportunidades, um Parlamento tentando lavar a consciência antes que ela manche o futuro, e um céu ensinando, entre lágrimas, que o destino não consulta relógios nem calendários. A vida continua sendo essa motorista imprevisível: acelera quando queremos frear, freia quando desejamos correr e, entre uma curva e outra, nos convida a viajar com mais responsabilidade, menos arrogância e muito mais humanidade. Afinal, o melhor combustível nunca foi gasolina… sempre foi a esperança.




