CRÔNICA
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 02 de julho de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
Vamos ler, pessoal! Ler faz bem para a mente.
Julho resolveu estrear como um maestro atrapalhado: de um lado, apagou as luzes do Centro de Aracaju; do outro, acendeu as lanternas da consciência. O poste, cansado de tanto carregar eletricidade e promessas, pareceu entrar em greve. Fez um discurso em faíscas, espirrou fumaça e deixou milhares de pessoas descobrindo que, quando falta energia, até o ventilador vira peça de museu e o café esfria de vergonha. Há quem diga que a luz foi passear. Outros juram que ela apenas cansou de pagar a conta da incompetência.
Enquanto isso, do outro lado do planeta, Lucy, com seus 3,2 milhões de anos, caminhava silenciosamente para encontrar novos olhares. E que ironia encantadora! Uma senhora pré-histórica continua ensinando humanidade a uma civilização que, às vezes, esquece de ser humana. Seus pequenos ossos carregam um peso gigantesco: lembram-nos de que todos somos passageiros da mesma caminhada. Lucy não fala, mas seu silêncio faz mais barulho do que muitos discursos recheados de microfones e vazios de coração.
Como se o destino escrevesse com tinta poética, o Brasil também virou uma página importante ao fortalecer a proteção de trabalhadores vítimas de abuso e condições desumanas. Afinal, nenhuma casa pode ser chamada de lar quando abriga a injustiça. A dignidade não é favor, não é esmola, não é promoção de liquidação: é direito. E direito não deveria precisar implorar para existir.
No fim das contas, o dia parecia um grande romance escrito pelo tempo: um poste sem luz, uma fóssil iluminando consciências e uma lei tentando reacender a esperança. Que espetáculo! Às vezes, a eletricidade falha, mas a consciência também costuma sofrer curtos-circuitos. Talvez seja por isso que precisamos ler mais, pensar mais, rir mais e amar mais. Porque a verdadeira energia não sai dos fios; nasce dentro de cada pessoa que decide trocar a escuridão da indiferença pela claridade da solidariedade. E essa, felizmente, nenhuma pane consegue desligar.




