CRÔNICA

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 25 de junho de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 25 de junho de 2026
Publicado em 26/06/2026 às 2:41

Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

O mundo amanheceu como um circo onde os palhaços insistem em disputar o prêmio de maior trapalhão. De um lado, três espertalhões resolveram fazer estágio na Universidade do Crime Digital, acreditando que banco era pomar e dinheiro nascia em cabo eletrônico. Foram plantar chips onde só deveriam florescer honestidade e respeito. A Polícia Civil, porém, apareceu mais rápida que boleto vencendo na sexta-feira e transformou o curso de “engenharia da malandragem” em uma excursão sem volta para a delegacia. Descobriram, tarde demais, que cadeia também tem sistema interno… e esse ninguém consegue hackear.

Enquanto isso, do outro lado do planeta, a natureza resolveu lembrar que é a verdadeira dona da Terra. O tufão entrou em cena como um maestro furioso, sacudindo o Japão e Taiwan, arrancando telhados como quem tira chapéus de uma plateia distraída. Aviões ficaram no chão, ruas viraram rios e o vento fez discurso em alto-falante, ensinando à humanidade que nenhum arranha-céu é maior que um sopro da natureza quando ela decide espirrar. O céu, vestido de cinza, chorou rios inteiros, enquanto milhões de pessoas descobriram que, diante da fúria dos ventos, até o relógio perde a coragem de correr.

E nós, espectadores desse teatro chamado vida, seguimos equilibrando o riso e a preocupação. Uns tentam roubar bancos; a natureza, por sua vez, rouba a arrogância humana. Uns acreditam que a inteligência serve para fraudar; outros aprendem, entre enchentes e tempestades, que a verdadeira riqueza continua sendo acordar em paz, voltar para casa e abraçar quem amamos.

No fim das contas, a vida continua escrevendo suas manchetes com uma caneta embebida em ironia: há quem queira invadir cofres, mas acaba hospedado atrás das grades; há quem queira apenas ir ao trabalho, mas é impedido pelo vento. E o planeta, esse velho cronista de cabelos feitos de nuvens, sorri discretamente e parece cochichar ao ouvido da humanidade: “Se vocês não aprenderem pelo amor… talvez aprendam pela ventania.”