CRÔNICA

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 6 de janeiro de 2025, Dia de Santos Reis

O giro de notícias do 6º dia de janeiro de 2025 com destaque para abertura da 22ª edição do Festival de Artes Arthur Bispo do Rosário em Japaratuba.

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 6 de janeiro de 2025, Dia de Santos Reis
Publicado em 07/01/2025 às 19:49

As notícias do dia 6 de janeiro de 2025, Dia de Santos Reis


Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE


Enquanto o mundo desenrola suas tapeçarias de acontecimentos, Japaratuba borda suas histórias no fio brilhante da cultura. No Dia de Santos Reis, o município erguia suas vozes na 22ª edição do Festival de Artes Arthur Bispo do Rosário, como se cada apresentação fosse um ponto alinhavado no tecido da memória sergipana. De Dona Bizu com seu reisado a Guerreiras Negras do Quilombo Patioba, era como se os santos, ao invés de ouro, incenso e mirra, nos ofertassem dança, música e resistência.

Japaratuba, hoje, foi altar e palco, provando que a arte não apenas imita a vida, mas a recria em cores mais vibrantes. A praça se fez templo, o público devoto, e cada espetáculo um milagre que fez a alma dançar.

Enquanto isso, em Aracaju, as praias limpas brilhavam sob o sol como joias recém-descobertas, lembrando-nos que a natureza, quando respeitada, também é obra-prima. E, na burocracia das matrículas, os pais buscavam vagas para moldar o futuro de seus filhos, uma tarefa árdua em um sistema educacional que ainda engatinha onde deveria correr.

E por falar em corridas, o Brasil não quis ficar para trás no cenário global. A entrada da Indonésia no BRICS foi anunciada como se mais um tijolo fosse assentado no castelo da geopolítica, um castelo cujas torres nem sempre abrigam todos os sonhos. Enquanto isso, o STF seguia colocando ordem no caos deixado pelos atos golpistas de dois anos atrás, uma faxina moral que parecia tardar, mas não falhar. Ainda assim, como uma cicatriz mal curada, 14% da população ainda se agarram às sombras, talvez por medo da luz.

E em Hollywood, a luz brilhou para Fernanda Torres, que nos fez sonhar ao erguer o Globo de Ouro. Um momento que gritou ao mundo que o Brasil também sabe contar histórias que tocam o coração. Enquanto isso, no tabuleiro da diplomacia sul-americana, Paraguai e Venezuela jogavam damas com palavras cortantes, provando que, na política, o jogo é sempre de soma zero.

O Dia de Santos Reis, no entanto, nos pedia algo mais. Pedia reflexão. No espelho deste dia, vimos que os presentes que precisamos não vêm de longe, mas de dentro. Eles nascem no respeito à nossa cultura, à nossa natureza e às nossas diferenças.

Se Japaratuba é hoje o berço da arte, que o Brasil seja o berço da esperança, e que a cada passo, como uma dança em evolução, possamos alcançar o equilíbrio entre o que fomos, o que somos e o que queremos ser. Afinal, como disse Bispo do Rosário, “o mundo é um bordado onde cada ponto carrega sua história.” E a nossa, que seja rica em cores, emoção e humanidade.