CRÔNICA

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 12 de julho de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 12 de julho de 2026
Publicado em 12/07/2026 às 15:53

Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Caro(a) leitor(a), primeiramente te desejo um excelente início de semana. Que a esperança acorde antes do despertador, que o café tenha gosto de coragem e que o riso encontre abrigo no coração. Boa leitura, porque ler faz bem para a mente, alimenta a alma e espanta a ferrugem da ignorância. Vamos à nossa crônica.

O domingo resolveu vestir um paletó de arco-íris, calçar sapatos de palhaço e sair distribuindo notícias como quem joga confetes sobre um picadeiro chamado mundo. Sergipe abriu a cortina com um espetáculo raro: todas as praias monitoradas estavam próprias para banho. Até o mar parecia ter tomado banho de educação, penteado as ondas e colocado perfume de maresia. Os peixes sorriram, os caranguejos desfilaram de peito estufado e as gaivotas fizeram plantão como fiscais da felicidade. Finalmente uma notícia que não dá vontade de mergulhar de cabeça apenas na tristeza. Afinal, quando até o oceano resolve dar exemplo de limpeza, fica a pergunta: quando será que alguns seres humanos decidirão lavar a própria consciência?

E falando em limpeza, eis que a Justiça apareceu segurando um enorme balde de sabão moral. O bloqueio de milhões de reais de Eduarda Cunha, um velho personagem da política brasileira, lembrou que o cofre público não nasceu para servir de cofrinho particular. O dinheiro, coitado, deve ter respirado aliviado: “Enfim alguém lembrou que eu pertenço ao povo!” Há bolsos que parecem buracos negros; tudo entra e nada escapa. O curioso é que alguns políticos têm alergia apenas a uma coisa: transparência. Quando ela aparece, começam a espirrar desculpas, tossir justificativas e desenvolver uma súbita amnésia seletiva. A memória deles é um elevador quebrado: nunca chega ao andar da responsabilidade.

Enquanto isso, do outro lado do planeta, a Coreia do Sul fritava mais que pastel em feira de domingo. O calor resolveu fazer musculação e atingiu o nível máximo. O Sol, completamente descontrolado, parecia um churrasqueiro sem relógio, esquecendo que a humanidade não nasceu para virar espetinho. O planeta inteiro suava como um sorvete tentando sobreviver dentro do forno. A Terra, essa velha senhora paciente, já não sussurra seus avisos; ela bate panelas, toca sirenes, sopra ventanias, acende incêndios e continua perguntando, com voz cansada: “Vocês ainda vão fingir que não ouviram?”

No fim das contas, a vida continua sendo esse grande teatro onde o mar ensina pureza, a Justiça tenta varrer a poeira dos palácios e o clima cobra, sem dar troco, cada descuido da humanidade. Entre gargalhadas e suspiros, percebemos que a esperança ainda caminha descalça pela areia, desviando dos espinhos da corrupção e das brasas do egoísmo. Que nesta semana sejamos mais parecidos com as ondas limpas que abraçam a praia do que com os bolsos que insistem em abraçar aquilo que pertence ao povo. Porque o mundo até suporta o calor do Sol… o que ele já não aguenta é o frio de certas consciências.