CRÔNICA

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 10 de julho de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 10 de julho de 2026
Publicado em 12/07/2026 às 15:09

Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

O mundo resolveu estrear mais um espetáculo no imenso teatro da vida, onde a plateia ri, chora, aplaude e, às vezes, nem entende por que comprou ingresso. Em Aracaju, o Procon fez aquilo que até os cachorros aprovaram abanando o rabo: pesquisou os preços dos produtos para pets. Afinal, hoje o bolso do tutor mia mais alto que o gato e late mais desesperado que o cachorro quando vê a conta chegar. A ração virou quase um banquete de rei, enquanto alguns humanos olham para o carrinho de compras como quem encara um filme de terror. O consumidor virou detetive, caçando promoções como um gato caça um novelo de lã… e, muitas vezes, encontra apenas o susto escondido na etiqueta.

Em Brasília, a política resolveu brincar de dança das cadeiras. A Justiça refez as contas, a matemática vestiu toga e dois deputados deixaram o palco para que outros assumissem seus lugares. Eis a ironia: o voto, esse senhor tão sério, às vezes passa por uma revisão digna de uma calculadora com crise existencial. A democracia segue caminhando, tropeçando nos próprios cadarços, mas insistindo em levantar, porque o espetáculo institucional não admite intervalo.

Enquanto isso, do outro lado do planeta, milhares de pessoas formavam uma longa corrente de emoção para homenagear o aiatolá Ali Khamenei. O silêncio ali parecia mais barulhento que um trovão. As lágrimas escorriam como rios antigos, lembrando que a história, essa velha atriz dramática, nunca se aposenta e sempre encontra um novo palco para encenar seus capítulos.

E assim termina mais um ato. Entre sacos de ração, cálculos eleitorais e multidões em oração, a humanidade continua escrevendo sua peça favorita: uma comédia que tropeça na tragédia, uma tragédia que aprende a sorrir e um humor que insiste em sobreviver. Porque, no fim das contas, a vida é uma palhaça filósofa: pinta o rosto de alegria, esconde as rugas da tristeza e nos faz gargalhar justamente quando imaginávamos que só restavam lágrimas.