CRÔNICA
Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 31 de dezembro de 2024: Último dia do ano
Tchau 2024
Crônica do Último Dia de 2024: O Fim e o Começo de um Ciclo
Por Antonio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
Faltam poucas horas para que 2024, cansado e cambaleante, saia de cena, abrindo espaço para a estrela nascente, 2025, que já ajusta a gravata e ensaia os primeiros passos no palco da história. O Senhor Tempo, maestro incansável, prepara sua batuta para reger mais um espetáculo de 365 atos. Enquanto isso, o mundo, como uma grande sala de espera, se agita entre balanços, despedidas e esperanças.
Em Aracaju, Edvaldo, como um escultor satisfeito com sua obra, anuncia o fim de seu mandato. Fala de lixo, transporte público e de um Plano Diretor que, segundo ele, transformou a capital na “cidade da qualidade de vida nordestina”. Ah, que metáfora ousada, prefeito !
Já em Japaratuba, Lara Moura, entre lágrimas e abraços, se despede após oito anos de mandato. O cenário é digno de novela: uma prefeita emocionada, cidadãos nostálgicos e a inevitável pergunta no ar: quem será o próximo protagonista desse drama político? Em contrapartida, as ruas da capital sergipana se preparam para a festa da virada, onde trânsito, música e esperança se cruzam num baile de improvisos.
Enquanto isso, o Brasil assiste à suspensão do seguro DPVAT em 2025, um alívio para o bolso ou um prenúncio de dores futuras? O governo, qual mágico com um coelho na cartola, também libera emendas para a Saúde, mas exige que os parlamentares revelem seus segredos. Transparência ou jogo de espelhos? Eis o dilema.
Na economia, o dólar encerra 2024 em alta, deixando o real ofegante na corrida cambial. Já o Ibovespa, mesmo cambaleante, dá um tímido sorriso para o mercado. E enquanto a Mega da Virada promete R$ 600 milhões para o sortudo que acertar os números mágicos, Porto Rico, no escuro, vive seu apagão como um lembrete cruel de que nem todos terão luz na virada do ano.
O turismo brasileiro celebra um recorde de visitantes, provando que, apesar dos pesares, o mundo ainda quer sentir o calor do nosso sol e o ritmo do nosso samba. E no exterior, o mundo já dá boas-vindas a 2025. Moscou, Dubai, Austrália e Nova Zelândia brindam o novo ano com fogos e promessas, enquanto nós, brasileiros, aguardamos ansiosos pela meia-noite.
Por aqui, Lula sanciona a LDO de 2025, cortando trechos que poderiam transformar o orçamento num samba do crioulo doido. Já 71% dos brasileiros, segundo o Datafolha, apoiam a expansão de programas sociais. Um número que, mais do que estatística, é um grito por dignidade em um país tão desigual.
No fim das contas, 2024 nos deixa um mosaico de histórias, desafios e conquistas. É o ano que, como um amigo cansado, pede para descansar, mas não sem antes nos lembrar que o futuro está logo ali, esperando para ser escrito.
Adeus, 2024. Seja bem-vindo, 2025. Que você traga menos discursos vazios e mais ações concretas. Menos promessas e mais realizações. E para todos vocês, leitores que me acompanham, desejo um ano repleto de saúde, amor e esperança. Porque, no final das contas, é isso que nos move.
Feliz Ano Novo!




