CRÔNICA
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 27 de abril de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
A crônica de hoje é como um roteiro de cinema.
Boa leitura, caro(a) leitor(a).
Abram-se as cortinas… e lá vem a primeira cena: Aracaju, cidade onde a água resolveu brincar de esconde-esconde, como criança levada que foge da mãe no supermercado. Um registro — desses grandões, tipo chefe de novela — foi fechado, quebrado e virou protagonista de um drama digno de Oscar. A tal “interferência externa” soa como aquele vilão misterioso que ninguém vê, mas todo mundo culpa. No fim, a água voltou, meio tímida, pedindo desculpa, como quem chega atrasada numa festa e ainda quer dançar forró.
Corta para a Amazônia, que aparece no filme como uma senhora sábia, de cabelos verdes e olhar cansado. Pela primeira vez em muito tempo, ela suspira aliviada: menos 17% de desmatamento. Não é vitória de campeonato, mas já é um gol de honra no segundo tempo da esperança. Ainda sangra, é verdade… mas já não sangra tanto. E isso, meu amigo, em tempos de motosserra nervosa, é quase poesia.
Enquanto isso, em Moscou — cenário frio, quase azul de tristeza — líderes trocam mensagens secretas como adolescentes apaixonados em bilhetes dobrados. Só que aqui o romance é outro: é geopolítica, xadrez de gigantes, onde cada palavra pesa mais que um caminhão de concreto. O mundo observa, coça a cabeça e pensa: “lá vem capítulo novo dessa novela que ninguém entende, mas todo mundo comenta”.
E então, o roteiro muda de ritmo — entra a Bahia, com sol, suor e oportunidade. Em Camaçari, a fábrica da BYD vira um formigueiro elétrico de sonhos: mais de mil vagas, gente correndo atrás do pão e também do futuro. É o trabalhador brasileiro dizendo: “se é pra correr, que seja atrás de dignidade”. E a fábrica responde: “então venha, que aqui o relógio não dorme, são 24 horas de esperança batendo ponto”.
E não para por aí — eis que surge o carro elétrico que carrega mais rápido do que promessa de político em época de eleição. Nove minutos! Nove minutos e o carro já está quase cheio de energia… enquanto a gente ainda espera o celular carregar pra sair de casa. O futuro chegou, deu bom dia, e ainda perguntou: “vai demorar muito pra vocês me acompanharem?”
E assim segue o filme da vida real: água que some e volta como novela reprise, floresta que respira com cautela, líderes que sussurram segredos e fábricas que acendem lâmpadas de esperança. Tudo isso misturado num caldo brasileiro que é meio drama, meio comédia — e totalmente imprevisível.
No final, o narrador — esse humilde cronista — só pode dizer: o mundo é um grande cinema, onde a gente ri pra não chorar… e chora, às vezes, rindo.
E a vida? Ah… a vida continua passando, em cartaz, sem intervalo — e com pipoca cada vez mais cara.
Saudações do amigo,
Professor Antonio Glauber




