CRÔNICA
Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 26 de dezembro de 2024
Giro de notícias doa dia 26 de dezembro
As notícias do dia 26 de dezembro de 2024
Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
Na manhã de um dezembro onde o tempo parecia tão incerto quanto os rumos do nosso país, o teatro brasileiro fechou as cortinas para um de seus maiores protagonistas. Ney Latorraca, aquele que fez o vampiro Vlad que nos fazia rir na novela Vamp e aquele Barbosa que reinventava a crítica na Tv Pirata, despediu-se do palco da vida aos 80 anos. Em seu último ato, deixou saudade e um repertório que continuará a ecoar nos bastidores da nossa memória coletiva. Seu adeus é como um apagar de luzes num teatro cheio — ficamos no escuro, mas ainda escutamos o som da sua genialidade.
Enquanto isso, em General Maynard, um drama jurídico ganhou contornos de desfecho. Marcones Melo, que até ontem era personagem de um enredo de incertezas, foi diplomado prefeito, graças à assinatura do ministro Nunes Marques. Talvez em seu gabinete, a caneta seja mais poderosa que a espada, mas para o povo de General Maynard, o que importa agora é se o enredo se transformará em comédia ou tragédia.
Em Aracaju, a Companhia de Saneamento a Deso promete transformar a escassez em abundância. Com R$ 83,6 milhões, anunciam um plano para levar água às torneiras da cidade. É uma esperança líquida em tempos de promessas sólidas, que muitas vezes evaporam sob o calor da inércia política. Resta torcer para que o líquido vital não escorra pelo ralo da burocracia.
No Rio Sergipe, a procissão de Bom Jesus dos Navegantes nos lembra que a fé ainda flutua, mesmo em mares revoltos. Entre missas e procissões fluviais, os devotos navegam em busca de um porto seguro — um refúgio que talvez só a espiritualidade ofereça num mundo cada vez mais caótico.
Falando em caos, o STF manteve a prisão de Braga Netto. A defesa, insistente como uma nota desafinada em uma ópera, tenta reverter a situação, mas o Judiciário segue firme, afinado com a partitura da lei. Enquanto isso, o Fórum de Segurança Pública discute o uso da força policial, um tema tão explosivo quanto pólvora em um circo de horrores. Governadores reclamam da intromissão federal, mas talvez estejam mais preocupados com o poder do que com a segurança.
Já no Planalto, Lula ensaia o próximo ato econômico: o decreto que corrigirá o salário mínimo para R$ 1.518. Para os brasileiros, é uma peça de humor involuntário — ganha-se de um lado, perde-se de outro, e o final feliz parece sempre estar no próximo capítulo.
Nas artes marciais, Mayra Aguiar pendurou o quimono. A judoca, símbolo de força e determinação, deixa os tatames, mas não nossos corações. Sua aposentadoria é como o fim de uma luta épica — o adversário derrotado, a plateia emocionada, e o legado imortalizado.
Por fim, em Gaza, um capítulo de horror: 45 vidas ceifadas, entre elas cinco jornalistas, em ataques israelenses. Em meio às bombas e justificativas, a humanidade se perde mais uma vez nos escombros da intolerância. O conflito, com sua tragédia repetitiva, é um lembrete de que, no grande palco do mundo, a paz ainda é um roteiro em rascunho.
E assim seguimos, caro leitor, entre aplausos e vaias, navegando neste teatro vivo chamado Brasil — onde o drama, a comédia e a tragédia se misturam num enredo que, às vezes, nos faz rir, mas muitas vezes, nos faz chorar. Muita luz pra você Ney Latorraca !




