CRÔNICA
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 25 de março de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
Abram a janela e façam a leitura…
O Brasil amanheceu com cara de assembleia de condomínio: todo mundo discutindo onde termina o muro, mas ninguém sabe exatamente onde começa o bom senso. Aracaju e São Cristóvão, como dois irmãos brigando pelo último pedaço de bolo, decidiram levar a disputa para o tal do plebiscito — uma espécie de “quem grita mais alto com voto na mão”. A democracia, coitada, virou juiz de futebol de várzea: apita, mas ninguém respeita muito.
E lá no Congresso, entre cafezinhos mornos e discursos requentados, aprovaram o novo Plano Nacional de Educação. Dez anos de promessas embaladas em papel de esperança. É bonito no papel — quase poesia — garantir creche para todos, reduzir desigualdades… mas o Brasil tem o estranho hábito de plantar metas e colher frustrações. Ainda assim, há um sopro de fé: quem sabe, dessa vez, a educação deixe de ser promessa de campanha e vire pão na mesa do futuro.
Enquanto isso, o mundo lá fora ferve como panela esquecida no fogo. O Irã bateu o pé, cruzou os braços e disse que não aceita roteiro escrito por mãos estrangeiras. A paz virou uma negociação de feira: “eu cedo isso, você cede aquilo”, mas ninguém quer pagar o preço inteiro. E a guerra segue, esse monstro faminto que se alimenta de gente e cospe silêncio.
E então, num gesto tardio — mas necessário —, a ONU declarou o óbvio que a história já gritava com correntes: a escravidão foi o mais grave crime contra a humanidade. Tarde, muito tarde… mas ainda assim, uma verdade dita é como luz em quarto fechado. Alguns países torceram o nariz, como quem não quer olhar no espelho. Porque encarar o passado dói — e dói mais ainda quando ele cobra.
No fim das contas, o dia 25 de março foi um teatro de decisões: umas vestidas de esperança, outras de hipocrisia, e algumas de pura teimosia histórica. O mundo gira, cambaleia, tropeça… mas segue.
A resolução foi aprovada por 123 países, apenas Estados Unidos, Israel e Argentina votaram contra — lamentável a postura desses países.
E nós, leitores desse grande jornal chamado vida, seguimos também — entre risos, ironias e aquela velha pergunta que não cala:
Será que um dia o futuro chega… ou a gente é que vive correndo atrás de um amanhã que sempre aprende a se atrasar?




