CRÔNICA

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 24 de dezembro de 2025

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 24 de dezembro de 2025
Publicado em 26/12/2025 às 10:07

Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Na véspera em que o mundo embrulha promessas em papel colorido, o dia 24 acordou com gosto agridoce de panetone vencido. Os Correios em Sergipe cruzaram os braços — e os envelopes suspiraram. Cartas cochicharam greves, encomendas fizeram greve de ansiedade, e o relógio postal aprendeu a arte da contingência: anda, mas manca. O país segue recebendo tudo… menos respostas rápidas.

Nos gabinetes refrigerados, Toffoli marcou a acareação como quem marca ceia: dia 30, mesa posta, talheres jurídicos alinhados. O Banco Master virou peru temperado com siglas, e a verdade, essa sobremesa rara, promete chegar fria. O tempo, juiz invisível, pede paciência — mas cobra juros.

Longe dali, no Mediterrâneo, o mar vestiu luto. Um barco partiu da Líbia e voltou silêncio. O oceano, velho carteiro sem CEP, devolveu o sonho em ondas e o futuro em SOS. Mais de cem vidas viraram eco — e a humanidade, essa distraída, fingiu não ouvir.

Natal bate à porta. O mundo embrulha luzes, mas insiste em entregar sombras. Ainda assim, há quem resista: entre greves, autos e naufrágios, a esperança insiste em postar-se — mesmo sem selo, mesmo sem prazo.