CRÔNICA

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 20 de dezembro de 2025

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 20 de dezembro de 2025
Publicado em 21/12/2025 às 19:49

Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Caro(a) leitor é o momento de leitura. O dia 20 amanheceu com cheiro de parto, pólvora jurídica e café requentado da geopolítica. A realidade acordou cedo, bocejou contradições e saiu distribuindo manchetes como quem espalha confete em velório.

Em Nossa Senhora do Socorro, a vida decidiu nascer antes do aviso prévio. Veio ao mundo em casa, sem holofotes, mas com a pressa sagrada dos milagres. A PRF virou parteira do destino, e o choro do bebê foi sirene de esperança — dessas que cortam o trânsito do cansaço e lembram: ainda há futuro respirando.

Enquanto isso, nos gabinetes refrigerados, a justiça vestiu pantufas. Um carimbo pesado caiu leve demais: fraudes na mineração ganharam asas, e presos ganharam a rua como quem recebe licença poética para reincidir. A lama — sempre ela — não suja só rios; enlameia consciências. O absurdo, rindo de canto de boca, pediu bis.

Longe daqui, o mundo cochichou. Coreia do Sul e Rússia sentaram à mesa do silêncio para falar de bombas que não fazem barulho — só envelhecem o medo. A diplomacia, essa xícara trincada, tentou esfriar um chá nuclear servido fervendo pela Coreia Norte. O planeta prendeu a respiração, com medo de engasgar.

E assim terminou o dia: um bebê ensinando a nascer, a justiça tropeçando no próprio salto, e o mundo conversando em sussurros para não acordar o apocalipse. Dezembro segue — curto, irônico e perigosamente humano.