CRÔNICA
Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 18 de janeiro de 2025
Giro de notícias do dia 18 de janeiro
As manchetes do dia 18 de janeiro de 2025
Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
No teatro do cotidiano, a cortina do dia 18 de janeiro de 2025 abriu-se com um mosaico de cenas que misturam promessas, desalentos e ironias da condição humana. Como num ensaio sem diretor, os atores desse palco global protagonizaram histórias que nos fazem rir, chorar e, sobretudo, pensar.
Enquanto jovens sonham em adubar suas raízes no agronegócio com o programa CNA Jovem, moradores de Aracaju enfrentam a seca na torneira. O paradoxo não é apenas hídrico, mas existencial: como se pode planejar um futuro fértil se falta o básico para o presente? A terra é promessa para uns, mas para outros é poeira sob os pés.
No sertão sergipano, a polícia desmonta motos adulteradas. Uma metáfora de como a realidade se ajusta — nem sempre legalmente — para quem precisa seguir em frente. É como se as rodas da sobrevivência exigissem atalhos tortos, enquanto a legalidade parece uma estrada distante.
No Planalto, a dança das cadeiras ganha novos passos. Janja perde uma aliada, e Sidônio Palmeira assume a comunicação. A esquerda, que antes escrevia discursos inflamados, agora se vê cobrada por cliques e curtidas. A política tornou-se meme, e o like virou moeda de poder. Será que convenceremos o povo com threads de Twitter?
Enquanto isso, no Acre, um estudante de medicina dá uma lição que nenhuma escola ensina: a grandeza de compartilhar o saber. Com uma nota quase perfeita no Enem, ele é um farol em meio à neblina educacional. Mas nem tudo brilha com a mesma intensidade. O bônus regional para medicina, defendido pelo MPF, soa como um curativo para uma ferida profunda — a falta de médicos no interior do país. Uma solução que cura, mas não previne.
Já no Oriente Médio, um cessar-fogo promete interromper a sinfonia de bombas e gritos em Gaza. Mas será uma pausa ou um intervalo? Cada libertação de reféns traz um sopro de esperança, mas a paz parece uma nota distante numa partitura de guerra interminável.
Nos Estados Unidos, Donald Trump pisa novamente no palco da presidência. Com fogos de artifício e aplausos ensurdecedores, o retorno de um personagem tão controverso soa como o ato final de uma ópera onde o maestro é tão imprevisível quanto a partitura que rege.
E assim, entre aplausos, vaias e suspiros, o dia 18 de janeiro de 2025 desenhou sua crônica no livro do tempo. Entre as linhas, percebemos que o mundo não é uma peça pronta, mas um improviso constante. E nós, pobres mortais, seguimos ensaiando nossas falas, torcendo para que o próximo ato traga mais aplausos que lágrimas.




