CRÔNICA

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 17 de janeiro de 2025

O Giro de notícias do dia 17 de janeiro de 2025.

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 17 de janeiro de 2025
Publicado em 18/01/2025 às 17:32

As notícias do dia 17 de janeiro de 2025


Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE


O dia nasceu como um quadro surrealista, onde pinceladas de ironia e traços de esperança se entrelaçavam, formando uma paisagem que, ao mesmo tempo, acolhe e inquieta. Em Sergipe, a educação financeira virou lei, uma espécie de mapa para ensinar crianças a navegar no mar revolto do capitalismo, onde o crédito fácil é o canto da sereia e o endividamento é o Kraken que devora sonhos. Resta saber se o professor, agora promovido a capitão da economia doméstica, terá bússolas suficientes ou se precisará remar com as mãos.

Enquanto isso, o aeroporto de Aracaju, em sua corrida frenética, registrou um aumento no fluxo de passageiros. A pista virou palco para os voos de quem busca o sucesso ou foge dos ventos contrários. Mas quem garante que o embarque leva à liberdade e não a outro cativeiro? Lá, os sonhos alçam voo, mas a gravidade das tarifas sempre os puxa de volta ao chão.

Já o vice-presidente do STJ foi honrado com o título de cidadão sergipano. Uma metáfora viva da política: pessoas que raramente conhecem as ruas do estado ganham medalhas douradas, enquanto o cidadão comum, que pisa o chão quente de Japaratuba, recebe títulos de “sobrevivente” ao final do mês. Sergipe, terra de honrarias seletivas e realidades invisíveis.

Lula, em um gesto de despedida, agradeceu a Joe Biden pela parceria, pintando um quadro de avanços no meio ambiente e na democracia. A conversa entre os dois parecia um baile elegante, onde os líderes dançam ao som das políticas climáticas enquanto o mundo pega fogo. O planeta, já cansado, observa com olhos de cinzas e pulmões de tempestade. Será que o agradecimento era sincero ou apenas mais uma dança no salão da diplomacia?

Do outro lado do cenário, Bolsonaro, com o passaporte confiscado, parece um pescador preso na rede da justiça. Sonha com a posse de Trump como quem espera uma estrela cadente, mas Moraes, como um guardião implacável, segura a caneta da lei com firmeza. É um teatro de ironias: um ex-presidente que não pode voar e um líder do PL com quem ele não deveria falar. É como se a realidade fosse escrita por Kafka e dirigida por Tarantino.

Nos Estados Unidos, Trump prepara uma grande operação contra imigrantes no segundo dia de seu mandato, uma tempestade que promete varrer vidas e deixar cicatrizes. Chicago, o palco da tragédia, verá o palco montado para caçadas, como se a história fosse um disco riscado, repetindo seus horrores com precisão cirúrgica. Imigrantes se tornam fantasmas de um sistema que os teme e os necessita ao mesmo tempo.

Enquanto isso, no Oriente Médio, o governo de Israel aprovou um cessar-fogo, e reféns serão libertados. Parece um raio de luz no horizonte sombrio, mas é uma luz que pisca, frágil e hesitante. O acordo foi como um fio de esperança puxado por mãos calejadas de guerra. Um cessar-fogo sempre soa como um suspiro, mas até quando a respiração será retomada?

E assim, o dia terminou, deixando um gosto agridoce, como café sem açúcar ou uma poesia inacabada. Somos todos passageiros deste trem desgovernado chamado humanidade, onde o trilho é de ferro, mas os sonhos são de papel. Por hoje, resta apenas a reflexão: quem escreve as manchetes do amanhã? O destino, o acaso ou nossa capacidade de mudar o enredo?