CRÔNICA

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 15 de janeiro de 2025

O giro de notícias do 15 de janeiro

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 15 de janeiro de 2025
Publicado em 16/01/2025 às 9:39

As notícias do dia 15 de janeiro de 2025


Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE


Ah, o mundo, essa panela de pressão mal vedada, soltando vapor por todos os lados. Em um canto, a Terra treme de alívio: Israel e Gaza assinam um cessar-fogo. “Finalmente!”, diria Lula, como se fosse um suspiro coletivo que atravessa fronteiras. Por ora, as bombas se calam, mas será que o silêncio é amigo ou apenas uma pausa dramática antes do próximo ato da tragédia humana? É como uma brisa num deserto de pólvora: fresca, mas não menos perigosa.

E enquanto alguns falam de paz, outros criam guerras invisíveis. O governo mirou os sonegadores com a precisão de um estilingue tentando derrubar um gigante, mas a fake news voou mais rápido, como um passarinho desgovernado que derruba telhados de vidro. PIX virou pólvora para manchetes inflamadas. Quem diria que um simples clique no celular se tornaria o palco de uma batalha entre verdade e delírio?

Bolsonaro, por sua vez, ainda sonha em ser o protagonista de um enredo internacional. Pediu o passaporte para ver Trump como quem implora o último pedaço de bolo na festa. Mas Alexandre de Moraes, qual um porteiro rigoroso, avalia se a entrada é permitida. Um cenário quase cômico, digno de uma novela onde o vilão insiste em roubar a cena mesmo sem script.

Já no campo das panelas mais vazias, o Brasil importa arroz como nunca em 21 anos. Os grãos parecem ecoar os gritos das enchentes que devastaram o Sul. É o prato feito da desigualdade: enquanto uns discutem jantares de gala, outros veem o arroz escorrer pelo ralo das tragédias climáticas.

E em Sergipe, vejam só, o governo abre vagas na saúde, um alento para os pulmões do estado. Mas entre o anúncio e a realidade, há sempre o limbo da burocracia. Enquanto isso, o fogo no Bairro Santos Dumont é uma metáfora viva: tudo parece pegar fogo, menos a esperança.

E, por fim, Aquidabã vira palco de um ato cruel, com a agressão a um jovem autista. O suspeito foi ouvido e liberado, deixando no ar a sensação de que a justiça, muitas vezes, é um barco à deriva, sem capitão e sem bússola.

No palco das notícias, a vida segue seu roteiro torto, cheio de reviravoltas e cenas de partir o coração. Somos plateia e atores, torcendo por um final menos trágico, onde a esperança não seja apenas uma figurante sem falas.