CRÔNICA
Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 14 de janeiro de 2025
O giro de notícias do dia 14 de janeiro de 2025 no livro da vida
As notícias do dia 14 de janeiro de 2025
Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
No palco de janeiro, onde a cortina de chuvas desaba sem pudor, Sergipe dança entre a melodia dos alagamentos e o refrão da resistência. As ruas de Lagarto viraram rios improvisados, enquanto Frei Paulo, Umbaúba e Cristinápolis lamentam o peso de um céu que chora sem trégua. Macambira, em sua poética ironia, aprendeu que seus pequenos riachos podem se transformar em monstros líquidos quando a natureza decide brincar de exagero.
Enquanto isso, um sopro de alívio atravessa os noticiários: os números de veículos roubados caíram mais de 30%. Parece que o crime, cansado de tanto roubar o sossego, resolveu tirar férias prolongadas. Quem sabe, inspirado pelas chuvas, até ele decidiu se recolher.
No cenário político, um drama se encerra com a morte de Evando França, ex-vereador de Aracaju. Aos 73 anos, ele deixa a memória de um tempo onde a palavra ainda fazia sombra nos corredores do poder. Evando, em sua despedida silenciosa, parece nos lembrar que a política é, antes de tudo, um espetáculo de impermanência.
Lá fora, no teatro global, Cuba é retirada da lista de países que patrocinam o terror. Um aceno de Biden ao palco das negociações, mas Trump, nos bastidores, rosna como um antigo dramaturgo que se recusa a sair de cena. É uma dança diplomática onde os passos são tão calculados quanto as palavras, e onde os ecos do passado ainda tentam ditar o ritmo do presente.
Por aqui, a Meta resolveu emparedar o governo brasileiro, decretando que a verdade agora é questão de algoritmos. Quem diria que a checagem virou refém das big techs? Um roteiro distópico, onde os vilões usam ternos e o “like” é a moeda de troca.
No campo da educação, surge uma faísca de esperança: o governo anuncia bolsas para os futuros professores, aqueles heróis anônimos que se atrevem a encarar as salas de aula em áreas esquecidas pelo mapa. Quem aceitar o desafio ganha um adicional, mas sabemos que nenhuma cifra pagará o peso da missão de educar onde a escola é, muitas vezes, a única janela para o mundo.
E em Gaza, entre os escombros da guerra, surge um fio de esperança costurado pela diplomacia. O secretário dos EUA promete uma trégua, enquanto a ONU e aliados desenham um futuro para um território que já perdeu tantas manhãs para a violência. Gaza, em sua luta incessante, é o retrato de uma humanidade que insiste em sonhar, mesmo quando a realidade só oferece pesadelos.
Assim termina o dia 14 de janeiro de 2025: uma ópera de contrastes, onde tragédia e comédia se alternam nos holofotes. O Brasil navega por suas chuvas e esperanças, enquanto o mundo, entre acordos e desacordos, tenta escrever um roteiro onde o final feliz não seja apenas um desejo, mas uma possibilidade.




