CRÔNICA

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 13 de dezembro de 2025

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 13 de dezembro de 2025
Publicado em 13/12/2025 às 21:41

Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Olá, nobre leitor e leitora, o sábado amanheceu com cheiro de cacau queimado e ironia no asfalto. Na BR-101, em Capela, uma carreta de chocolate resolveu virar fogueira: doce que nasceu para derreter na boca derreteu na estrada, como se o país dissesse, em metáfora ardente, que até o açúcar anda sem paciência. O Corpo de Bombeiros apagou as chamas, a pista foi limpa, e o trânsito voltou — mas o gosto amargo ficou, lembrando que nem todo chocolate salva o dia.

Enquanto isso, em Brasília, a política vestiu jaleco. Moraes autorizou ultrassom em Bolsonaro: o poder deitado numa maca, o Brasil segurando a respiração, como quem pergunta se a hérnia é do corpo ou da história. A Justiça, essa senhora de passos firmes, examinou o abdômen do noticiário com a frieza de quem mede o invisível.

E lá fora, no hemisfério do sonho universitário, a Universidade Brown ouviu o barulho que não deveria existir. Tiros cortaram o ar no meio das provas finais. O campus, que deveria cheirar a café e ansiedade acadêmica, cheirou a medo. Livros tremeram, corredores choraram, e a vida — sempre frágil — pediu silêncio respeitoso.

Entre chocolate em chamas, exames clínicos do poder e balas que ferem o futuro, o dia nos ensinou: o mundo anda com febre. E nós, espectadores sensoriais dessa ópera caótica, seguimos tentando não perder o paladar da esperança, nem o ouvido da empatia. Porque, no fim, é isso que nos mantém humanos quando o noticiário insiste em nos testar.