CRÔNICA

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 12 de março de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 12 de março de 2026
Publicado em 15/03/2026 às 17:26

Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

O Brasil acordou no dia 12 de março com o rádio das notícias chiando como panela de pressão esquecida no fogo. Cada manchete parecia uma pimenta malvada jogada na sopa da democracia. E lá vinha a Polícia Federal, vestida de detetive literário, abrindo as cortinas da Operação Bona Fide em Sergipe, como quem acende a luz de um quarto onde a política estava cochichando no escuro.

Segundo as investigações, homens da lei teriam decidido brincar de faroeste político na véspera das eleições de 2024. Armas em punho, como se fossem personagens de um filme de bangue-bangue eleitoral, tentaram convencer eleitores pelo método pedagógico da intimidação. Ah, meus amigos… a democracia é uma senhora elegante, mas vive sendo convidada para dançar com cavalheiros que chegam bêbados de poder. E quando isso acontece, ela tropeça nos próprios princípios.

Enquanto isso, no grande teatro mundial, o petróleo resolveu subir mais que pipa em dia de vento. E o presidente Lula, olhando o preço da gasolina inflar como balão de festa infantil, puxou da cartola a velha fórmula tributária: reduzir impostos para acalmar o monstro do combustível. Curioso… quatro anos atrás, Jair Bolsonaro também havia recorrido à mesma receita. A política brasileira, às vezes, parece um restaurante de comida requentada: muda o cozinheiro, mas o tempero é o mesmo.

E como se o mundo já não estivesse suficientemente dramático, os Estados Unidos e o Irã decidiram transformar a guerra em uma espécie de campeonato olímpico de memes. Sim, senhores… mísseis de um lado, emojis do outro. Personagens de filmes, Lego, videogames e animações viraram soldados digitais nessa batalha de pixels. É a geopolítica vestida de fantasia, como se a humanidade estivesse brincando de guerra dentro de um console.

O mundo virou um grande palco onde generais postam memes, políticos reduzem impostos e a democracia tenta sobreviver entre sirenes e discursos inflamados. Às vezes penso que o planeta Terra é uma enorme comédia dramática escrita por um roteirista irônico que adora exageros.

Mas no meio desse circo global, ainda resta esperança. Porque a verdade — essa velha teimosa — continua andando pelas ruas, mesmo quando tentam intimidá-la. E a democracia, apesar de cansada, segue de pé, ajeitando o vestido amarrotado, respirando fundo e dizendo:

— Ainda não terminou. O espetáculo da liberdade continua.