CRÔNICA
Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 12 de dezembro de 2024
O giro de notícias do dia 12 de dezembro de 2024.
As notícias do dia 12 de dezembro de 2024
Por Antonio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
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Na quinta-feira, o mundo dançou um samba torto, e cada passo das notícias foi como um sapateado desajeitado sobre um palco instável. O cenário, um caleidoscópio de contrastes, fez-nos rir, pensar e, quem sabe, derramar uma lágrima ou duas.
No picadeiro sergipano, os deputados tiraram do chapéu uma cartola recheada com R$ 140 milhões para a Sedec. “É mágica ou malabarismo?”, perguntaram os espectadores. Enquanto isso, o Tesouro das Águas de Sergipe foi repartido como bolo de aniversário, mas será que cada fatia saciará a fome das cidades? Talvez o cheiro do gás seja mais forte que o aroma da justiça.
Enquanto isso, o transporte público de Aracaju virou piada de stand-up no Tribunal de Contas. Licitações com “jeitinho brasileiro” foram multadas como se o humor negro fosse algo a ser celebrado. Para o povo, o transporte segue como um trem fantasma: cheio de sustos e promessas de destinos nunca alcançados.
E por falar em sustos, o dólar resolveu brincar de escalada, alcançando os céus a R$ 6, enquanto o Ibovespa despencava como uma montanha-russa desgovernada. “Quem disse que a economia não tem senso de humor?”, gritaram os investidores, segurando o chapéu em meio ao vento das quedas.
No Senado, as engrenagens da reforma tributária rangeram como uma velha carroça. Novos impostos, velhas exceções. É como se o Brasil dançasse um frevo sem saber onde pisa, torcendo para não tropeçar nas regras complicadas que ele mesmo cria.
Do outro lado do oceano, a Venezuela soltava prisioneiros políticos como quem libera pássaros de uma gaiola enferrujada. A oposição, no entanto, não viu asas, mas correntes invisíveis. Lá, a liberdade ainda é um sonho que se desdobra entre protestos e silêncio forçado.
Enquanto isso, a Ucrânia recebia mais um pacote de “presentes de guerra” dos EUA. A metáfora perfeita de um Natal sombrio, onde os sinos da paz estão calados e as luzes piscam como alarmes. Biden e Trump dançam valsas diferentes, mas ambos parecem longe da harmonia.
No Oriente, uma garota chinesa foi resgatada de um lago congelado, provando que, mesmo no frio mais intenso, a humanidade ainda pode aquecer corações. Um ato de coragem em meio ao gelo, uma faísca de esperança em um mundo muitas vezes congelado pela indiferença.
E, por fim, Lula, o eterno fio condutor das manchetes brasileiras, teve seu dreno retirado. No palco da política e da vida, o presidente segue lúcido e alimentado, provando que, às vezes, os dramas podem ter desfechos tranquilos. O boletim médico foi quase um poema, uma ode à sobrevivência em tempos tão conturbados.
Em cada linha da crônica do dia, o riso se mistura ao pranto, a crítica à reflexão. A vida, com suas ironias, segue sendo um mosaico imperfeito, mas, ainda assim, fascinante. Resta-nos a tarefa de tentar entender os rabiscos que desenham o nosso tempo.




