CRÔNICA

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as Notícias do Dia 11 de Dezembro de 2025

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as Notícias do Dia 11 de Dezembro de 2025
Publicado em 12/12/2025 às 3:21

Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Olá, vamos cronizar

O dia 11 acordou com cara de novela mexicana escrita por Gabriel García Márquez depois de tomar um café duplamente forte. Em Aracaju, o aeroporto amanheceu emburrado, de braços cruzados, como quem diz: “Hoje ninguém voa sem minha permissão meteorológica!” Dois voos foram cancelados por causa do mau tempo em São Paulo — aquela metrópole que, quando resolve fazer birra com nuvens, afeta até a maré de Atalaia. O clima virou diretor de tráfego, comandando o céu com apitos de vento e broncas de chuva, enquanto passageiros suspiravam, derretidos na sala de embarque, como picolés de ansiedade.

Enquanto isso, lá em Brasília, Alexandre de Moraes puxou a caneta e escreveu um terremoto. O ministro anulou a votação que havia salvado o mandato de Carla Zambelli e decretou sua queda imediata. A política, essa criatura dramática que vive tropeçando em si mesma, fez mais um de seus números de circo: ora perna de pau, ora monociclo, ora trapézio sem rede. Zambelli caiu do cargo como quem escorrega numa casca de banana constitucional. Brasília vibrou, reclamou, discutiu, filosofou — tudo ao mesmo tempo, porque o caos político é poliglota em suas próprias confusões.

E se tem brasileiro que ama adrenalina, a Austrália resolveu dar uma aula prática: um paraquedista ficou preso na asa do avião depois de abrir o paraquedas antes da hora — como quem manda mensagem de “bom dia” às 3h da manhã. O pobre atleta ficou pendurado alguns segundos, balançando como um amendoim na boca da aventura. Cortou o paraquedas reserva, saltou e sobreviveu para contar história — porque, no fim, o mundo gosta de testar quem insiste em beijar o perigo.

Assim termina o noticiário deste dia 11: com voos que não voaram, mandatos que voaram longe e um paraquedista que quase virou bandeira hasteada no céu australiano. A vida segue, com suas ironias hiperbólicas, nos lembrando que o imprevisível é o único funcionário que nunca falta ao trabalho.

Até amanhã, caro leitor e leitora — se o clima deixar, a política permitir e os paraquedas não se adiantarem.