CRÔNICA

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 11 de dezembro de 2024

Giro das notícias do dia 11 de dezembro de 2024.

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 11 de dezembro de 2024
Publicado em 12/12/2024 às 8:33


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O teatro da realidade em cinco atos: corrupção, bilhões, crianças, bilionários e um coração presidencial

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Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
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Em um dia em que o sol parecia brilhar por detrás de uma cortina de nuvens carregadas, Sergipe acordou ao som de sirenes. Em Itabaiana, o palco de tantas histórias de trabalho árduo, um enredo sombrio se desenrolava: identidades falsificadas, comprovantes mágicos que transformavam o nada em carros de luxo. Era como se a ficção policial tivesse descido das páginas dos livros direto para as ruas do interior. No entanto, o mais impressionante não era o crime, mas a criatividade: transformar papel em bens é quase alquimia, mas com uma pitada de malandragem que só o Brasil conhece bem.

Enquanto isso, na Câmara de Aracaju, o orçamento de 2025 dançava em cifras colossais: R$ 4,648 bilhões. Uma orquestra de números que parecia desafinar em cada nota, enquanto os remanejamentos subiam para 30%, talvez para “acomodar” mais uns sonhos de grandeza. O povo, coadjuvante nesse espetáculo de planilhas, só observava, sem saber ao certo se a sinfonia era para o bem comum ou para os bolsos certos.

Já em outro canto do estado, um plano chamado “Primeira Infância” era lançado com pompa. Palavras bonitas e sorrisos largos, enquanto a infância real, aquela dos pés descalços e sonhos adiados, seguia invisível. As crianças do sertão, de olhar brilhante e barriga vazia, talvez se perguntassem se o “plano” incluía um prato de comida ou só mais uma promessa perdida ao vento.

E no horizonte internacional, Elon Musk ria de todos nós. Tornou-se a primeira pessoa a acumular uma fortuna de US$ 400 bilhões, impulsionado por um Trump renascido e por ações que subiam como foguetes. Musk não é só um bilionário; ele é um monumento à desigualdade. Enquanto isso, em Sergipe, muita gente ainda tenta comprar gás de cozinha. O contraste é tão cruel que parece até ironia divina.

No Brasil, o Copom fez sua mágica inversa: os juros subiram novamente, atingindo 14,25%. Um golpe duro para o bolso do trabalhador, que já anda remendado como uma velha calça jeans. Enquanto os bancos brindam com champanhe, o pobre faz malabarismo para equilibrar o orçamento, como se fosse um acrobata num circo de ilusões.

E o presidente Lula, esse personagem que carrega o peso de um país inteiro nas costas, enfrentará mais uma batalha, desta vez contra seu próprio corpo. O Presidente Lula vai passar por novo procedimento cirúrgico para bloquear fluxo de sangue em parte do cérebro a expectativa é que, com isso, novos sangramentos não voltem a se repetir. A cirurgia no cérebro é um lembrete cruel de que, por mais poder que se tenha, somos todos frágeis. Seu coração político ainda pulsa forte, mas o físico pede trégua. Será que o Brasil, com suas eternas cicatrizes, dará a ele o repouso necessário?

No fim, o dia 11 de dezembro foi um mosaico de histórias que misturam risos amargos, esperanças tênues e uma boa dose de sarcasmo. Porque, no Brasil, a vida imita o teatro, mas sem intervalo para respirar.