CRÔNICA

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 09 de dezembro de 2024

O giro de notícias do dia 09 de dezembro de 2024.

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 09 de dezembro de 2024
Publicado em 10/12/2024 às 11:39

As notícias do dia 09 de dezembro de 2024


Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE


Era uma segunda-feira travestida de frenesi. O Brasil, este espetáculo sem roteiro, girava sob o céu de dezembro como um pião em eterna rotação. No centro comercial de Aracaju, o comércio estendia seu horário como um ator em busca de aplausos prolongados, enquanto os lojistas ensaiavam a dança frenética de vender esperanças em parcelas de até 23h. Ah, o Natal! Essa eterna Black Friday com luzinhas piscantes.

Enquanto isso, em Terra Dura povoado de Capela, o roteiro mudou para algo mais sombrio. O protagonista não era um herói, mas um vilão de faca em punho, culpado de um crime atroz contra porcos inocentes. Sua história, entretanto, terminou com um capítulo de chumbo o vilão foi ferido, um desfecho que mistura justiça com tragédia, como uma peça mal escrita pela própria mão do destino.

Já em Aracaju, a prefeita eleita, Emília Corrêa, vestia o figurino de gestora diligente e revelava o elenco de sua próxima administração. Entre advogados experientes e pastores abençoados, a cidade parecia se preparar para um espetáculo de lideranças religiosas e jurídicas. Mas será que o palco será iluminado ou a plateia verá apenas sombras?

E o povo brasileiro, sempre improvisando sua sobrevivência, recebeu mais um plot twist do setor financeiro. Refinanciar dívidas no cartão de crédito virou a nova promessa de redenção. Ah, os bancos, nossos amáveis vilões mascarados de salvadores, oferecendo previsibilidade em parcelas enquanto afiam suas taxas como lâminas invisíveis.

No Senado, a reforma tributária era uma novela de reviravoltas. Um “imposto do pecado” para armas e um véu de isenção sobre carnes. Pobre contribuinte, dançando entre a cruz e a espada fiscal. E o ICMS nas encomendas internacionais subia como um balão desgovernado, enquanto os sites nacionais aplaudiam de pé, sem perceber que o consumidor estava prestes a trocar a internet pelo mercado paralelo.

No universo dos jogos, o governo criava um grupo para enfrentar o vício das apostas online. Mas será que esse grupo será um coadjuvante eficiente ou apenas mais um figurante perdido na cena?

E lá longe, na Síria, o enredo ganhava contornos épicos. A queda de Bashar al-Assad, após uma ofensiva relâmpago, trazia uma luz tênue para um cenário de décadas de escuridão. Refugiados sonhavam em voltar para casa, enquanto o embaixador brasileiro permanecia no Líbano, como um personagem coadjuvante à espera de segurança para retornar ao palco principal.

E no Brasil, o PIX, aquele protagonista silencioso, brilhava em sua performance. Com 250 milhões de transações em um único dia, era como se o país inteiro tivesse transformado a troca de trocados em uma coreografia digital.

Enquanto isso, a vida seguia seu roteiro inacabado, onde o humor dançava com a tragédia, e a ironia segurava a mão da esperança. O Brasil, este eterno espetáculo, continuava a surpreender sua plateia, com cenas que oscilam entre a comédia, o drama e a poesia do cotidiano.

E assim seguimos, espectadores e atores, escrevendo e vivendo o próximo capítulo.