CRÔNICA
Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 08 de dezembro de 2024 dia de Nossa Senhora da Saúde Padroeira de Japaratuba
Dia 08 de dezembro entre procissões , vitórias esportivas e derrotas humanas, seguimos.
As notícias do dia 08 de dezembro de 2024 dia de Nossa Senhora da Saúde Padroeira de Japaratuba
Por Antonio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
No calendário, o dia 08 de dezembro parece uma tela em branco, mas ao desenrolar-se, pinta-se de devoção, caos e uma fina camada de ironia histórica. Sob o manto sagrado de Nossa Senhora da Saúde, padroeira de Japaratuba, rezamos por proteção, enquanto os ventos do mundo sopram tormentas e contradições.
A procissão serpenteia pelas ruas, e cada vela acesa parece gritar: “Nos proteja da inflação dos preços e dos egos inflados!” Porque, veja bem, enquanto a Anatel libera o aumento dos planos de celular em plena vigência — um ajuste no bolso, dizem eles, como quem ajusta uma corda no pescoço —, a fé nos ensina que nem tudo que sobe alcança o céu.
E no céu esportivo, o Botafogo finalmente estrelou sua redenção. Desde 1995, a torcida carregava um fardo que nem os milagres de um Garrincha poderiam aliviar. Hoje, campeões novamente, provam que o improvável só precisa de tempo e um pouco de esperança. Ah, Botafogo, tua estrela solitária é o facho que ilumina o coração do torcedor, enquanto outras constelações (leia-se, concorrentes) olham com despeito.
Mas nem só de glória vive o domingo. Na arena virtual do STF, Roberto Jefferson, um gladiador em decadência, enfrenta suas ações penais. Um homem que, em sua narrativa distorcida, quis ser herói de uma tragédia política, mas tornou-se apenas mais um vilão na crônica da República. O julgamento digital é irônico — moderno demais para um discurso tão retrógrado.
E do outro lado do mundo, o Oriente Médio é um palco em chamas. A queda de Bashar al-Assad é o ato final de um tirano que reinou com punho de ferro por 24 anos. Enquanto a Síria tenta costurar os destroços de sua liberdade, o Brasil acende uma vela no altar da diplomacia e aconselha seus cidadãos a fugir. Oh, Brasil, que ora prega paz na Síria e cá, em casa, mal organiza a harmonia entre seus próprios ministros.
Aliás, no altar político tupiniquim, Paulo Pimenta parece o cordeiro prestes a ser sacrificado. As falhas na comunicação viraram uma ferida exposta que força Lula a ajustar seu discurso. “Troca-se a peça, salva-se a máquina”, pensam. Mas será mesmo? Ou será que, como em Taiwan, o real perigo não está nas peças do tabuleiro, mas no jogador que ameaça virar a mesa?
Enquanto isso, um passageiro no México tenta sequestrar um avião para desviar sua rota para os EUA. O que move um homem a invadir a cabine de um piloto? Desespero, loucura ou apenas o reflexo de um mundo onde as rotas já não fazem sentido? Foi preso, é claro. Mas não sem antes nos lembrar que vivemos em tempos onde o imprevisível é a única constante.
E assim, entre procissões e prisões, vitórias esportivas e derrotas humanas, seguimos. Nossa Senhora da Saúde, estenda seu manto sobre nós. Porque, em um mundo onde até os planos de celular têm liberdade para mudar de preço, quem nos protege de nossa própria falta de conexão — não a do Wi-Fi, mas a da humanidade?




