CRÔNICA
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 01 de dezembro de 2024
No giro de notícias do 1º dia de dezembro de 2024 fábrica dos “reis e rainhas da creatina” foi interditada, repórter e seus amigos resgatados por helicóptero, Joe Biden perdoa filho, a festa da vitória do Botafogo.
As manchetes do dia 01 de dezembro de 2024
Por Antonio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
Se a vida fosse uma novela, hoje seria o dia do plot twist em que tudo dá errado ao mesmo tempo e a gente se pergunta como os roteiristas conseguem ser tão cruéis. A começar pelo rombo na tubulação da Deso, que provocou o desmoronamento de parte da Avenida Pedro Calazans, em Aracaju. A cidade, como uma criança travessa, parece ter dado o famoso “pulo do gato” e o que era para ser apenas um vazamento virou uma obra de arte de caos. Dois imóveis interditados, por mera coincidência, ficam na rota do imprevisto. Claro, quem não ama um bom acidente de trabalho da natureza, não é?
Enquanto isso, o nosso governador, Fábio Mitidieri, decide que, após uma pneumonia, o melhor remédio seria dar uma escapadinha para a Argentina, fazendo o tipo “quem me vê, não me vê”. A agenda pessoal na terra do tango foi paga com recursos próprios, claro, porque nada diz “transparência” mais do que um governante viajando para o exterior em plena crise hídrica. Fico aqui pensando: ele foi ao estádio da final da Libertadores, ou estava só procurando um pouco de ar fresco no ar-condicionado de um camarote? No fim, é tudo um grande secuestro de prioridades, com a desculpa de que a saúde vem primeiro, mas quem sabe só depois de uma final emocionante.
E em Aracaju, Emília Corrêa, que já nos mostrou que sabe fazer política como quem escolhe os melhores sabores de sorvete, anunciou os novos secretários para 2025. Como sempre, é um desfile de novos rostos e velhas promessas, porque, claro, todo mundo sabe que os nomes mais fresquinhos vêm com a embalagem brilhando, mas o recheio… Ah, o recheio é sempre o mesmo.
No Rio, o Botafogo resolveu atrasar ainda mais nossa paciência e chegou com três horas de atraso para a festa da vitória. Imagine, o time que conquistou a Conmebol Libertadores estava tão envolvido na emoção de vencer que o relógio virou apenas um detalhe técnico. O ônibus seguiu pelo caminho até a Praia de Botafogo, onde a torcida, que já estava sedenta por uma celebração, deve ter ficado com as pernas bambas de tanto esperar, mas, afinal, o futebol é assim mesmo: o tempo passa e nós seguimos esperando o aplauso que nunca chega na hora certa.
Enquanto isso, no palco mundial, Joe Biden se vê em uma situação dramática, digna de uma novela mexicana: precisa liberar o filho, Hunter, de um processo por compra de arma e sonegação, e o que ele faz? Cede à pressão e perdoa. É claro, quem precisa de responsabilidade quando se pode simplesmente mexer os cordões da política como se fosse um maestro? O perdão, porém, não alivia a pressão, apenas aumenta a confusão. Em que país estamos, mesmo?
Já em Jundiaí, a fábrica dos “reis e rainhas da creatina” foi interditada por falta de licença para produzir suplementos. Imagine só: empresários investigados por fraudes financeiras que, ao invés de se dedicar à saúde, estavam mais preocupados em vender músculos de mentira. Talvez a verdadeira ironia aqui seja que esses vendedores de energia falsa conseguiram se transformar em um pesadelo legal, mais rápido do que seus clientes tomariam um energético.
Enquanto isso, em Itanhaém, o repórter e seus amigos decidiram fazer uma trilha e, por pura falta de sorte ou, quem sabe, orientação, se perderam. Resgatados por helicóptero, eles devem ter aprendido a lição de que, na vida, a única trilha segura é a que a gente segue com a devida direção — e nem sempre um GPS é suficiente para evitar um fiasco de proporções épicas.
Para encerrar, não podemos esquecer da tragédia nas ilhas turísticas da Grécia, que se viu vítima de uma tempestade que fez a terra gritar por socorro. O caos se espalhou entre os turistas, com inundações e mortes que nos lembram da fragilidade da existência. A natureza, impassível, parece se divertir com nossa tentativa de domesticar seus humores. E, por fim, quando tudo desaba, é como se ela nos sussurrasse: “Parem de brincar de Deus.”
E assim se passa o primeiro dia de dezembro de 2024, onde a verdade, como sempre, se mistura com o absurdo e o surreal, e a única certeza que temos é que, quando o fim chega, ele vem mais rápido do que qualquer um de nós imaginaria. Talvez seja isso que as notícias nos dizem todos os dias: não podemos controlar nada. A única coisa que sabemos é que estamos todos presos na mesma roleta, esperando que a próxima estação da vida seja menos confusa e mais humana — quem sabe com menos atraso e um pouco mais de consciência.




