CRÔNICA
Crônica do Professor Antonio Glauber Santana Ferreira sobre as notícias do dia 23 de dezembro de 2024
O Giro de notícias do dia 23 de dezembro entre nascimentos, tragédias, absurdos e erupções, esta segunda-feira nos lembrou que o mundo não para.
As notícias do dia 23 de dezembro de 2024
Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
O mundo, esse caleidoscópio de eventos, girou em velocidade frenética nesta segunda-feira. A começar por Aracaju, onde o verdadeiro espírito natalino se manifestou na forma de um nascimento inesperado, mas perfeitamente emblemático, em plena festa de Natal. Uma nova vida surgindo entre luzes piscantes e cantos de alegria: um milagre moderno, ou apenas mais uma prova de que o inesperado não respeita calendário.
Enquanto isso, no universo das oportunidades, a EBSERH anunciou 545 vagas para os sonhadores profissionais. Um concurso público que promete ser o bilhete dourado de muitos brasileiros em busca de estabilidade. Salários de até R$ 17 mil? Parece até Papai Noel distribuindo contratos ao invés de brinquedos. Mas, como em toda boa história natalina, a concorrência será o Grinch que tentará roubar a alegria de alguns.
Já na ponte entre Aracaju e Barra, a física e a ironia deram as mãos em um acidente envolvendo uma viatura policial. Um motociclista que talvez pensasse estar em um conto de ação acabou esbarrando no roteiro da realidade. Três feridos e muitas perguntas, como sempre acontece quando a pressa encontra o descuido.
E falando em enredos dignos de ficção, a vereadora eleita Moana Valadares surge com um projeto que soa como um roteiro distópico: um canal de denúncias contra professores. Parece que o alvo da vereadora não são as salas de aula desprovidas de condições dignas, mas sim os professores, esses “vilões” que ousam ensinar pensamento crítico. Talvez Moana devesse protagonizar um projeto que denunciasse o abandono das escolas e a falta de merenda, mas isso, ao que parece, não rende tantos holofotes.
Na esfera nacional, o presidente Lula assinou um indulto natalino que revela o rosto humano das políticas públicas. Enquanto alguns reclamam, esquecendo-se que misericórdia é um dos pilares do espírito natalino, outros reconhecem que estender a mão aos mais frágeis é um gesto que transcende ideologias.
Já no Maranhão, a tragédia se desenrola com a queda de uma ponte. Uma ponte que deveria unir, mas agora separa vidas e esperanças. Enquanto mergulhadores procuram por desaparecidos, o silêncio da água se mistura ao grito das famílias que esperam um milagre.
Internacionalmente, o palco segue quente. Na Nicarágua, o governo aperta o cerco aos bancos, enquanto na Colômbia, um ex-capo do Cartel de Medellín retorna ao seu país, talvez para escrever o epílogo de uma vida marcada pelo crime. No Havaí, o vulcão Kilauea entra em erupção, lembrando ao mundo que a Terra, essa gigante viva, também possui seu próprio humor explosivo.
E em Istambul, um navio tomba, derramando contêineres no mar, como se o planeta também quisesse dizer: “Cuidado com o desequilíbrio”. Uma metáfora perfeita para um mundo onde o excesso de um lado inevitavelmente leva à perda do outro.
Por fim, o ministro Flávio Dino suspende bilhões em emendas, exigindo transparência. Um ato que, em meio ao cenário político nebuloso, soa como uma tentativa de apagar incêndios com uma pequena mangueira. Mas quem sabe? Às vezes, uma faísca de honestidade pode acender uma chama de esperança.
Entre nascimentos, tragédias, absurdos e erupções, esta segunda-feira nos lembrou que o mundo não para. Cabe a nós escolher quais histórias contar, quais valores defender e quais pontes construir — antes que elas desmoronem.




