CRÔNICA
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 28 de maio de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
Vamos que vamos viajar nas notícias do 28º dia de maio!
O mundo amanheceu parecendo um grande circo montado sobre uma ponte iluminada. E por falar em ponte, a velha e guerreira Ponte Construtor João Alves resolveu trocar de roupa. Nesta sexta-feira, ela vai desfilar com maquiagem nova, luzes cênicas e um trânsito mais apertado que sardinha em lata de promoção. Os carros, coitados, terão de aprender a dançar forró em fila indiana, enquanto os motoristas exercitam a paciência, essa criatura rara que anda mais ameaçada que guarda-chuva em dia de sol.
Enquanto isso, em Brasília, nasceu uma semente histórica. A primeira Universidade Federal Indígena do Brasil foi sancionada. É como se os livros resolvessem ouvir a floresta e as salas de aula passassem a conversar com os rios, os ventos e os ancestrais. Durante séculos, muitos tentaram ensinar aos povos indígenas; agora, os povos indígenas também ensinarão ao Brasil. A caneta presidencial virou enxada e plantou conhecimento num terreno que há muito esperava por essa colheita.
Do outro lado do continente, o tabuleiro geopolítico parecia uma novela escrita por um roteirista hiperativo. O governo Trump declarou PCC e CV como organizações terroristas. O assunto atravessou fronteiras mais rápido que fofoca em fila de padaria. Especialistas analisam consequências, mercados fazem contas e políticos fazem discursos. No grande teatro internacional, cada ator segura um megafone e jura estar interpretando o papel principal.
E como se não bastasse, Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo provisório, mas ainda aguardam a assinatura final. É como dois vizinhos que brigaram pelo muro, quebraram alguns vasos de plantas e agora tentam tomar café juntos sem jogar a xícara um no outro. O cessar-fogo continua caminhando sobre uma corda bamba, balançando ao sabor dos ventos da desconfiança.
No fim das contas, o planeta continuou girando como um carrossel meio maluco. Uma ponte ganha luzes, uma universidade nasce, governos trocam ameaças e acordos tentam sobreviver. E nós, passageiros desse trem chamado tempo, seguimos observando a paisagem pela janela.
Porque a vida, meus amigos, é uma mistura de engenharia, esperança, diplomacia e congestionamento. Às vezes avança como uma universidade recém-criada; às vezes engarrafa como uma ponte em obras. Mas segue em frente. Sempre segue.
E enquanto o relógio mastiga mais um pedaço do calendário, a senhora Crônica sorri, ajeita o chapéu de metáforas e cochicha no ouvido da História:
— O espetáculo continua… e os ingressos já estão esgotados!




