CRÔNICA

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 27 de maio de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 27 de maio de 2026
Publicado em 31/05/2026 às 2:20

Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Leitores e leitoras, apertem os cintos da imaginação, porque o trem azul das notícias resolveu passar hoje por uma estação chamada Esperança, fez uma curva na avenida da Mudança e quase atolou no barro da Confusão Política Internacional.

O povo cantou nas ruas invisíveis do cotidiano: “O povo unido jamais será vencido!”. E a velha escala 6×1, aquela senhora rabugenta que parecia morar eternamente no relógio dos trabalhadores, ouviu a campainha da Câmara dos Deputados e levou um susto tão grande que derrubou o café da manhã sobre os ponteiros do tempo. A aprovação da jornada de 40 horas semanais chegou como um vento fresco numa tarde de verão escaldante. Os trabalhadores, que muitas vezes carregam o mundo nas costas como se fossem tartarugas olímpicas disputando maratona contra foguetes, enxergaram uma fresta de sol entre as nuvens do cansaço.

A notícia dançou pela praça da esperança usando sapatos de nuvens. Alguns patrões olharam para a calculadora como quem vê um fantasma tomando café na cozinha. Outros respiraram fundo. Afinal, o relógio, esse ditador de pulso elegante, recebeu um aviso de que talvez precise aprender a ser mais humano.

Enquanto isso, em Aracaju, os semáforos do cruzamento das avenidas Augusto Franco e Gonçalo Rolemberg Leite resolveram fazer uma reunião de condomínio. A SMTT retirou um tempo semafórico e prometeu organizar o baile dos carros. Os sinais, cansados de apitar como maestros desafinados de uma orquestra de buzinas, tentam agora reger o trânsito com mais harmonia. Resta saber se os motoristas vão colaborar ou continuar acelerando como pilotos de Fórmula 1 atrasados para uma festa de aniversário.

Do outro lado da América do Sul, a Bolívia parecia uma panela de pressão esquecida no fogo da política. Protestos, tensão e discursos voavam pelo ar como pipas em dia de ventania. O presidente revogou uma lei polêmica, e a democracia, essa senhora delicada que vive tropeçando nos tapetes do poder, respirou um pouco mais aliviada. Porque quando a política começa a brincar com liberdades, o povo logo percebe que a brincadeira pode custar caro.

E assim terminou mais um capítulo do grande circo chamado humanidade. Uns lutando por mais tempo para viver, outros tentando organizar o trânsito da pressa e alguns tentando impedir que o poder coloque correntes nos sonhos.

No fim das contas, a vida continua sendo uma estrada cheia de curvas, semáforos, atalhos e buracos. Mas quando o povo se une, até os relógios aprendem a desacelerar, os sinais aprendem a conversar e os governantes descobrem que nenhuma caneta é mais forte que a voz de uma multidão.

E que venha amanhã. Porque a senhora Crônica já está afiando suas metáforas, engraxando suas ironias e preparando novas gargalhadas para enfrentar o próximo desfile das notícias. Afinal, rir, refletir e sonhar ainda são as formas mais elegantes de resistir.