CRÔNICA

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 04 de janeiro de 2025

As notícias do 1º sábado de 2025

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 04 de janeiro de 2025
Publicado em 04/01/2025 às 21:38

As Manchetes do dia 04 de janeiro de 2025


Por Antonio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE


O primeiro sábado do ano nasceu com um céu que parecia indeciso entre sorrir ou chorar, refletindo as notícias que atravessaram o nosso dia. Enquanto alguns celebravam conquistas, outros tentavam encontrar sentido em uma sucessão de ironias que só o tempo poderia explicar.

No palco do Instituto Federal de Sergipe, 1.300 sonhos dançam à espera de serem preenchidos. Cursos técnicos e de graduação abriam suas cortinas, oferecendo um vislumbre de esperança em um mundo cada vez mais imerso na precariedade educacional. Ah, se a educação fosse uma Ferrari! Talvez recebesse o mesmo cuidado que aquele milionário que desembolsará mais de um milhão de reais de IPVA por um automóvel que corre mais rápido do que a justiça social que tanto almejamos.

Enquanto isso, em Laranjeiras, o Encontro Cultural borbulha economia e memórias. Era como se a cidade gritasse: “Ainda existimos! Ainda pulsamos!” Já em Aracaju, as luzes natalinas se despedem, deixando no ar a pergunta: “E agora, o que iluminará o nosso caminho?”

Do outro lado do mundo, a Finlândia, outrora um exemplo de eficiência educacional, tropeça em suas próprias pernas. O que aconteceu com a melhor escola do mundo? Talvez os celulares tenham sequestrado o futuro, ou quem sabe foi o excesso de confiança. Aqui no Brasil, enquanto copiamos modelos estrangeiros, esquecemos que a verdadeira reforma começa não na sala de aula, mas no coração dos gestores.

E falando em tropeços, a COP 30 já se aproxima, mas parece que ninguém quer sentar na cadeira mais quente do evento. A presidência da conferência segue como uma bola de fogo que ninguém quer segurar. Enquanto isso, a Amazônia arde, e as esperanças de mudança climática evaporam como água em uma panela esquecida no fogo.

Na ponta oposta dessa crônica, uma freira gaúcha de 116 anos se tornou a pessoa mais velha do mundo. D. Inah Canabarro Lucas carrega nos olhos o testemunho de um século e mais um pouco. Sua existência é um lembrete de que, mesmo em tempos tão conturbados, a longevidade pode ser uma vitória contra o caos.

Porém, nem todos têm a mesma sorte. Em uma área de conflito agrário, quatro indígenas foram alvejados. Sangue e dor misturam-se ao solo que deveria ser fértil e não uma testemunha silenciosa de tamanha crueldade.

No mundo político, Lula dança um passo estranho: criticava o sigilo de 100 anos no governo anterior, mas manteve a prática. Ironia? Hipocrisia? Quem sabe. No entanto, a plateia, formada pelo povo, já começa a perceber que, em Brasília, muitas promessas são como fogos de artifício: brilham intensamente por alguns segundos e depois desaparecem, deixando apenas fumaça.

Na Coreia do Sul, multidões gritavam a favor e contra o presidente afastado. Parece que, em qualquer canto do mundo, a política virou um grande teatro onde o público é forçado a aplaudir, mesmo quando não entende a peça.

Por fim, Elon Musk protagonizou mais uma cena global ao chamar o chanceler alemão de “imbecil incompetente”. O dono do Twitter X, outrora visionário, agora parece mais um jogador que perdeu o controle das peças no tabuleiro.

O dia encerrou-se com um incêndio em um mercado na China. O fogo consumiu vidas e sonhos, enquanto o mundo assistia em silêncio.

E assim, meu caro leitor, começa 2025: uma trama de esperanças e frustrações, onde cada notícia é um tijolo que constrói o muro da nossa história. Que saibamos derrubá-lo quando ele nos aprisionar e transformá-lo em uma ponte quando precisarmos atravessar.