CRÔNICA

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 19 de junho de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 19 de junho de 2026
Publicado em 21/06/2026 às 9:54

Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Caro(a) leitor(a), sente-se, ajeite o chapéu da paciência, aperte o cinto da esperança e venha passear pelo parque de diversões das notícias do dia 19 de junho de 2026, onde a realidade, mais uma vez, resolveu disputar um campeonato de criatividade com a ficção… e venceu de goleada!

Ah, minha gente, a política continua parecendo um circo onde os palhaços cobram ingresso e, às vezes, o público é quem sai pintado de bobo. Em Pedrinhas, no interior do estado de Sergipe, a Justiça Eleitoral mostrou que voto não é mercadoria de liquidação, não é pastel de feira nem promoção de supermercado. Manteve, por unanimidade, a condenação da candidata à Prefeitura de Pedrinhas nas eleições de 2024, Eliane dos Santos Reis, por compra de votos. A multa de mais de cinquenta mil reais veio como um boletim escolar daqueles que faz até a calculadora pedir aposentadoria. O bolso chorou tanto que até as notas de dinheiro devem ter pedido um guarda-chuva!

Enquanto isso, quase setecentas mil pessoas já disseram um sonoro “chega!” às apostas online. Usaram a ferramenta do governo de autoexclusão em aplicativos e sites de apostas. Foi como ver milhares de mariposas decidindo abandonar a lâmpada antes de virar churrasquinho. O vício, esse vendedor de ilusões que promete castelos e entrega barracos, levou um belo cartão vermelho. A esperança, de mãos dadas com a coragem, abriu a porta da liberdade, enquanto o cassino eletrônico ficou sozinho, olhando para a tela como quem perdeu o Wi-Fi da ganância. Afinal, há apostas que nunca valem a pena, principalmente quando o prêmio é perder a paz.

E, na Argentina, o palco político resolveu trocar o apresentador no meio do espetáculo. Manuel Adorni, porta-voz de Milei, saiu da vitrine cercado por suspeitas de ocultar US$ 500 mil, mas continuou nos bastidores do governo. É como trocar o maestro e deixar o mesmo violino desafinado tocando a marcha. A política latino-americana, às vezes, parece um tango dançado sobre cascas de banana: um passo para frente, dois escorregões para trás e um rodopio digno de campeonato mundial de cambalhotas.

No fim das contas, a vida continua escrevendo capítulos que fariam qualquer romancista pedir demissão por falta de imaginação. A honestidade segue sendo uma árvore que cresce lentamente, enquanto a esperteza insiste em correr de patins morro abaixo. Mas quem planta ética colhe respeito, e quem semeia atalhos costuma encontrar buracos. E assim seguimos, rindo para não chorar, fazendo da ironia nosso guarda-chuva contra as tempestades da realidade, porque o bom humor ainda é o único imposto que, quando bem distribuído, enriquece todo mundo. Afinal, neste imenso teatro chamado Brasil e vizinhança, a cortina nunca fecha… apenas muda o figurino dos atores.