CRÔNICA
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 17 de março de 2026 Aniversário de Aracaju
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
Olá, caro leitor(a), ajeite o coração na cadeira e segure a xícara de café, porque hoje a vida resolveu escrever poesia no céu… e também rabiscar ironias no chão.
Aracaju acordou aniversariando — 171 anos de rugas bonitas na testa do tempo — como uma senhora elegante que ainda dança forró com a juventude no salto da esperança. E, lá no alto, a Esquadrilha da Fumaça virou pincel de Deus, desenhando no céu azul rabiscos de liberdade, como se os aviões fossem pássaros ensaiando coreografias para impressionar o próprio vento. O povo, ah… o povo! Virou plateia de nuvens, com olhos brilhando como fogos de artifício dentro da alma.
Mas enquanto o céu fazia festa, o chão cochichava problemas.
Porque aqui embaixo, no reino das bombas de combustível — esse carnaval sem alegria — o preço da gasolina resolveu brincar de astronauta: só sobe, sobe, sobe… e esquece que existe gravidade. A Polícia Federal, agora convocada como detetive do bolso do brasileiro, entrou na dança para investigar esse samba desafinado dos preços abusivos. E o povo? O povo segue fazendo mágica: transformando salário em fumaça — só que sem espetáculo, sem aplausos… apenas suspiros.
E como se o mundo fosse um grande teatro de contrastes, do outro lado do planeta, a notícia chegou vestida de luto: a morte de Ali Larijani, no tabuleiro tenso do Oriente Médio, onde a paz parece uma cadeira vazia numa festa de guerra. Lá, os céus não desenham acrobacias — desenham cicatrizes. E cada explosão é um verso triste que a humanidade insiste em repetir.
Ah, meu caro leitor…
O mundo hoje foi um poema dividido:
Metade céu azul de festa, metade nuvem cinza de conflito.
Metade aplauso, metade silêncio.
E assim seguimos…
Com os olhos apontados para o alto, admirando aviões que dançam…
E os pés presos no chão, desviando dos buracos da realidade.
Porque viver no Brasil — e no mundo — é isso:
Um espetáculo de fumaça no céu
E um incêndio invisível no bolso.
E no fim das contas, a gente sorri…
Não porque está tudo bem,
Mas porque aprendeu a rir enquanto o mundo ensaia seu próximo tropeço.




