CRÔNICA
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as Notícias do Dia 29 de Maio de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
O mundo amanheceu hoje parecendo uma grande feira de emoções, onde a esperança vendia sonhos na banca da frente e a incerteza cochichava promoções na esquina da vida. Enquanto o sol espreguiçava seus raios sobre Sergipe, o presidente Lula desembarcava trazendo na bagagem uma chuva de bilhões que caiu sobre a terra dos cajueiros como se São Pedro tivesse trocado água por dinheiro da Petrobras. Foram R$ 72,5 bilhões anunciados, um número tão grande que até as calculadoras pediram licença para tomar um cafezinho antes de fazer as contas.
A Fafen, que durante muito tempo parecia uma velha sanfona esquecida no canto da sala, voltou a tocar acordes de esperança. Prometeram empregos, investimentos e fertilizantes. O futuro de Sergipe apareceu vestido de terno novo, sorrindo para fotografias e acenando para o povo.
Enquanto isso, os fantasmas da História resolveram sair para caminhar. A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos concluiu que Juscelino Kubitschek não foi vítima apenas de um acidente. Cinquenta anos depois, a verdade continua sendo uma tartaruga teimosa: anda devagar, mas insiste em chegar. A memória brasileira abriu mais uma gaveta empoeirada e encontrou dentro dela perguntas que o tempo ainda não conseguiu calar.
Do outro lado do planeta, no Laos, a natureza mostrou que também sabe escrever capítulos dramáticos. Cinco homens entraram numa caverna procurando ouro e encontraram um enredo digno de filme. As chuvas fecharam as portas da montanha como uma dona de casa zangada trancando o portão depois do jantar. Um sobrevivente foi retirado, mas quatro continuam lá, aguardando que a esperança encontre uma lanterna mais forte que a escuridão.
E assim segue o planeta Terra, esse ônibus lotado conduzido pelo motorista chamado Destino. Num banco, bilhões prometem transformar estados; no outro, a História revisita suas cicatrizes; lá no fundo, homens lutam contra a água e contra o medo dentro de uma caverna.
No final das contas, a vida continua sendo uma grande peça de teatro. Uns entram em cena carregando malas cheias de investimentos, outros carregam memórias dolorosas, e alguns carregam apenas a coragem de sobreviver. E nós, espectadores e atores ao mesmo tempo, seguimos rindo das ironias, chorando das tragédias e acreditando que amanhã o roteiro possa ser um pouco melhor.
Porque, como diria a própria senhora Crônica, essa velha fofoqueira do tempo: o mundo nunca para de contar histórias… e nós nunca paramos de ser personagens delas.




