CRÔNICA
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 28 de março de 2026
A minha crônica do dia 28 de março de 2026 mostra um fato curioso — a jiboia encontrada dentro de um carro — como metáfora para mostrar o quanto o ser humano também está deslocado no mundo atual. Com humor e ironia, o texto amplia a reflexão para os problemas globais, como guerras, crises econômicas e ameaças tecnológicas, revelando um planeta marcado por tensões e incertezas. No final, a crônica traz uma crítica sensível: a humanidade parece perdida, tentando sobreviver em meio ao caos, sem saber se está realmente evoluindo ou apenas criando novos perigos para si mesma.
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
Olá, leitores(as), convido vocês a abrirem a janela da alma neste sábado, dia 28, porque o mundo hoje resolveu brincar de teatro — e olha… o roteiro veio escrito por um poeta meio doido e um roteirista especialista em caos.
Em Lagarto, uma jiboia decidiu fazer turismo automotivo. Sim, minha gente, a cobra entrou no carro como quem pega um Uber clandestino da natureza. Instalou-se ali, talvez pensando: “cansei da vida no mato, vou experimentar o ar-condicionado da civilização”. Mas bastou o Corpo de Bombeiros chegar — esses heróis que conversam com o perigo como quem pede licença — e lá foi a serpente, retirada com delicadeza cirúrgica, devolvida ao seu endereço original: o mato, onde o Wi-Fi é ruim, mas a paz é melhor.
E eu fico pensando… às vezes, somos todos um pouco jiboias urbanas, tentando caber em lugares que não são nossos, nos enroscando em motores frios de uma vida apressada.
Mas enquanto a cobra fazia check-in no carro, o mundo lá fora fazia checkmate na esperança. No Oriente Médio, o Estreito de Ormuz virou um gargalo do planeta, como uma garganta engasgada com ganância. O hélio — aquele gás leve que faz balão subir e criança sorrir — agora virou peça de xadrez geopolítico. E veja que ironia: o gás que faz festa pode agora inflar o preço do celular que a gente nem terminou de pagar.
Os chips, esses minúsculos cérebros de silício que mandam na nossa vida mais do que muito chefe por aí, estão ameaçados. E quando o chip falta, o mundo entra em pane — porque hoje até o silêncio precisa de tecnologia para ser ouvido.
Enquanto isso, a Coreia do Norte resolveu brincar de soltar fogos… só que não são fogos de São João, são foguetes que querem alcançar o quintal dos Estados Unidos. Kim Jong-un parece uma criança birrenta com um estilingue nuclear, mirando o céu como quem desafia Deus num jogo de mira e ego.
E o mundo? Ah, o mundo assiste… como quem vê novela, com pipoca na mão e medo no coração.
E no meio desse caos global, surge uma ideia quase poética: créditos de biodiversidade. Finalmente alguém lembrou que a natureza também precisa de salário, de reconhecimento, de respeito. O Pantanal, esse pulmão alagado de poesia, pede socorro em forma de política — e não apenas de promessas que evaporam mais rápido que água em chão quente.
No fim das contas, o planeta hoje parece um grande carro parado no acostamento: com uma jiboia no motor, um míssil no retrovisor, um chip em falta no painel e um motorista chamado humanidade… completamente perdido.
E eu, aqui de Japaratuba, olho esse mundo girando como um pião bêbado e penso:
— Será que estamos evoluindo… ou apenas trocando de tipo de perigo?
Porque, no fundo, entre cobras em carros e guerras nos mares, seguimos sendo isso:
criaturas frágeis… tentando sobreviver num planeta que já não sabe mais se nos abriga — ou nos suporta.




