Política
O falso patriotismo de verde-amarelo com bandeiras estrangeiras
Por Antonio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
É inadmissível, ridículo, insensato e uma afronta à inteligência e à memória histórica do povo brasileiro o espetáculo grotesco que bolsonaristas protagonizaram neste 7 de setembro. Enquanto o país celebra sua independência, enquanto relembramos o grito do Ipiranga e a luta por sermos donos de nosso próprio destino, um grupo de autoproclamados “patriotas” ergueu na Avenida Paulista uma bandeira gigante… não a do Brasil, mas a dos Estados Unidos.
Isso não é patriotismo, é submissão travestida de civismo. É como se, no dia do nosso aniversário, alguém resolvesse cantar parabéns para o vizinho. É como se a casa estivesse enfeitada de verde e amarelo, mas a festa fosse dedicada ao hóspede estrangeiro.
O mais absurdo é que esses indivíduos ainda batem no peito e se dizem defensores da pátria. Patriotas de verdade não ajoelham a símbolos de outra nação. Patriotas de verdade defendem seu país com dignidade, respeito e consciência histórica. O que se viu foi o oposto: uma cena ininteligente ( falta de inteligência) , que beira o servilismo, um tapa na cara de todos os brasileiros que entendem a independência como conquista e não como ornamento para bajulação estrangeira.
Que se manifestem, é direito deles. Mas transformar o 7 de setembro — o dia que deveria simbolizar soberania — em um palco para idolatrar outro país é o cúmulo do absurdo. Isso não é amor ao Brasil. Isso é uma grande falta de respeito com nossa bandeira, nossa história e nosso povo.
Esses que levantaram o pano estrelado em plena Avenida Paulista não são patriotas. São caricaturas de patriotas, personagens ridículos de uma ópera bufa, gritando “independência” enquanto beijam a corrente da dependência. Se há patriotismo aí, é no inferno — não no Brasil.
Não tem com ter empatia por essa gentalha desgraçada, maldita e idiota.




