CRÔNICA

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 19 de janeiro de 2025

Giro de notícias do domingo dia 19 de janeiro de 2025 com destaque para o falecimento de Léo Batista , a voz marcante da televisão brasileira .

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 19 de janeiro de 2025
Publicado em 20/01/2025 às 1:14

As Manchetes do domingo dia 19 de janeiro de 2025 o dia que morreu Léo Batista , o ícone do jornalismo esportivo brasileiro


Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE


Neste domingo, o relógio da história bateu mais uma vez, despedindo-se de uma voz que narrou gerações: Léo Batista, o maestro do microfone, calou-se aos 92 anos. Como um eco que atravessa o tempo, ele deixou nas ondas do rádio e nos pixels da televisão o legado de quem fez do esporte um poema recitado ao vivo. Um tumor no pâncreas roubou-lhe a força, mas jamais a grandeza. Era a despedida de um trovador moderno, cuja voz ressoava como o apito final de uma grande partida.

Enquanto isso, na Grande Aracaju, as vitrines quebradas das agências bancárias refletiam mais do que a audácia dos invasores. Elas espelhavam a fragilidade de um sistema que se finge de aço, mas trinca sob o peso da desigualdade. Três furtos em um só dia, e cada vidro estilhaçado parecia um grito de “socorro” no vazio. O monitor roubado da agência não exibe senhas, mas sim a senha de uma sociedade que precisa reavaliar suas prioridades.

Nos palcos internacionais, Donald Trump, em seu último discurso antes da posse, prometeu revogar os decretos de Biden com a fúria de quem rasga o contrato de um inquilino indesejado. A política americana, por vezes, lembra uma ópera tragicômica: muitos gritos, poucos acordes afinados.

Já no Oriente Médio, a libertação de prisioneiros palestinos e reféns israelenses trouxe uma trégua que parecia mais frágil que a chama de uma vela ao vento. Cada refém liberto é um suspiro de esperança, mas o cessar-fogo, atrasado em três horas, lembra que a paz, por ali, sempre chega com os pés atrasados.

Nos Estados Unidos, o TikTok balançava entre a sombra do banimento e o alívio do decreto. É irônico que, em tempos de liberdade digital, um aplicativo se torne refém da política. Enquanto isso, na Dinamarca, o segredo para um equilíbrio saudável entre trabalho e vida pessoal florescia como um oásis. Confiança, diziam eles, é a raiz desse equilíbrio. Não há microgestão ou olhos vigilantes. Lá, o relógio não é um carrasco, mas um companheiro.

E nós, onde estamos? Será que seguimos tentando equilibrar o peso da rotina em cordas bambas, enquanto o resto do mundo ora dança, ora tropeça? Cada notícia é um convite à reflexão. Seremos vozes marcantes como Léo, ou ficaremos mudos diante das injustiças? A resposta, como sempre, está em nossas mãos.