Poesia
As Dançarinas do Céu
São elas, as nuvens, bailarinas do infinito,
que rodopiam no palco azul do universo.
Vestem-se de algodão, suaves e leves,
mas carregam o peso das histórias que guardam.
Nascem dos sussurros do oceano,
dos segredos murmurados pelo vento.
Flutuam como sonhos que não sabem pousar,
desenhando no céu mapas para o imaginário.
Às vezes são cavalos galopando em tempestades,
ou lágrimas prenunciando o desabafo da terra.
Noutras, são pinceladas do artista divino,
que enfeita o horizonte com sua paleta etérea.
Quando o sol as acaricia, tingem-se de ouro,
e no adeus do dia, vestem-se de rubro crepúsculo.
Sob a prata da lua, tornam-se fantasmas poéticos,
guardando mistérios sob o véu noturno.
Oh, nuvens, versos soltos no livro do céu,
vossas formas mutáveis são poesias sem fim.
Seja em calmaria ou furor, sois sempre memória,
do que fomos, do que somos, do que há de vir.
Autor: Antonio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE




