POESIA
Estados Unidos e Israel: Ladrões do Mundo
Por Antonio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
Na gangrena febril dos continentes,
Onde o lucro é rei e o sangue é moeda,
Erguem-se impérios — garras inclementes —
Vomitando bombas sobre a vida queda!
Oh! Caos embrionário da ambição insana!
Irmãos do fósforo e do canhão sem nome,
Estados que devoram como hiena humana
Os ossos do planeta que definha e some!
Israel, o Messias de ferro e chumbo,
Enfaixa de sangue o berço da alvorada,
Prometeu a paz — mas entrega o túmulo,
Na faixa de Gaza, a alma é bombardeada!
E os Estados Unidos — velho parasita —
Sugam petróleo com boca de serpente,
Dizem-se livres com voz de dinamite
Mas vendem prisão em forma de semente!
Vós sois ladrões do mundo! Vultos da treva!
Piratas que saqueiam com falsa oração!
Com vossa cruz armada e falsa tutela,
Escravizam povos sob a lei da opressão.
Enquanto o globo gira em febre e medo,
E o feto do amanhã chora em silêncio,
Vós plantais tanques onde era o arvoredo
E colheis cadáveres com zelo e ofício!
Oh, civilização que fede a enxofre e pólvora!
Cadáver das ideias, mórbido e vaidoso,
Teu império jaz — um verme sobre a rosa —
Um câncer diplomado e belicoso!
Mas um dia, oh ladrões, virá a aurora,
Dos povos insurgentes, do grito em chama —
E os tronos de ferro, podres de agora,
Serão ruínas na poeira da lama.




