Violência doméstica
O uso oportunista de medidas protetivas por alegações de violência psicológica: um alerta necessário
A proteção à integridade das mulheres é um avanço crucial para a sociedade, mas é importante reconhecer que, como em qualquer instrumento jurídico, as medidas protetivas também podem ser utilizadas de maneira oportunista. Esse desvio de finalidade, quando ocorre, não apenas prejudica homens inocentes, mas também enfraquece a luta legítima contra a violência doméstica e psicológica.
Casos em que uma simples brincadeira ou desabafo são interpretados como violência psicológica levantam questionamentos sobre o equilíbrio necessário entre proteção e justiça. A subjetividade desse tipo de acusação pode levar a investigações policiais e processos judiciais baseados em percepções pessoais, muitas vezes sem provas concretas. Homens inocentes podem se ver expostos a uma série de constrangimentos, prejuízos emocionais e até mesmo sociais, carregando uma injusta acusação que fere sua honra e dignidade.
A banalização desse recurso não afeta apenas os acusados injustamente. Ela também descredibiliza as mulheres que realmente necessitam de proteção, diluindo a seriedade das denúncias legítimas. Por isso, é essencial que as investigações sejam conduzidas com rigor, e que exista um equilíbrio entre ouvir as vítimas e verificar os fatos com imparcialidade e evidências.
Um sistema jurídico justo é aquele que protege os vulneráveis sem abrir espaço para abusos de direitos. Ao mesmo tempo que é crucial combater qualquer tipo de violência, é igualmente necessário evitar o uso equivocado de medidas protetivas, garantindo que todos os envolvidos sejam tratados com respeito e justiça.
A reflexão sobre o tema não diminui a importância de proteger quem precisa, mas reforça a necessidade de aprimorar os mecanismos legais e educacionais, para que o sistema seja mais eficaz, justo e equilibrado, protegendo tanto vítimas quanto inocentes de falsas acusações.
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE




