CRÔNICA
O Novo Papa
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
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Na tarde de 8 de maio de 2025, o céu de Roma foi cortado por uma fumaça branca que dançou sobre a Capela Sistina, sinalizando ao mundo que a Igreja Católica tinha um novo líder. O cardeal Dominique Mamberti apareceu na sacada da Basílica de São Pedro e pronunciou as palavras que ecoaram pelos séculos: “Annuntio vobis gaudium magnum: Habemus Papam!”
O escolhido foi o cardeal norte-americano Robert Francis Prevost, que adotou o nome de Leão XIV, tornando-se o 267º papa da história da Igreja e o primeiro nascido nos Estados Unidos a ocupar o trono de Pedro .
Leão XIV traz consigo uma rica bagagem multicultural. Nascido em Chicago em 1955, possui raízes franco-italianas e espanholas. Sua trajetória missionária no Peru, onde atuou como bispo de Chiclayo, deixou marcas profundas em sua visão pastoral . Em sua primeira aparição como pontífice, dirigiu-se aos fiéis em espanhol, relembrando com carinho sua antiga diocese peruana .
O novo papa é conhecido por sua formação acadêmica em matemática, filosofia e teologia, além de ser poliglota. Sua eleição indica uma continuidade nas reformas iniciadas por seu predecessor, o papa Francisco, especialmente no combate aos abusos sexuais e na busca por uma Igreja mais transparente e inclusiva .
Leão XIV também é apreciador do tênis, esporte que praticava regularmente antes de sua eleição. Em entrevistas anteriores, expressou o desejo de continuar jogando, mesmo que esporadicamente, como forma de manter o equilíbrio entre corpo e espírito .
A escolha do nome “Leão” remete a papas anteriores que enfrentaram tempos desafiadores com coragem e sabedoria. Em seu discurso inaugural, Leão XIV agradeceu ao saudoso Papa Francisco, enfatizou a necessidade de paz, diálogo e inclusão, destacando que “o mundo precisa de sua luz” .
Assim, inicia-se um novo capítulo na história da Igreja Católica, sob a liderança de um papa que une tradição e modernidade, fé e razão, espiritualidade e ação.




