Crítica
O empoderamento feminino: entre a verdadeira luta e a hipocrisia ideológica
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
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Nos últimos anos, a palavra “empoderamento” tornou-se um mantra repetido à exaustão por feministas radicais que, em nome de uma suposta liberdade, desfiguram a essência do que significa ser mulher. Esse discurso, travestido de justiça social, frequentemente ignora as reais necessidades das mulheres e se transforma em uma ferramenta de desconstrução da família, da feminilidade e até mesmo do próprio feminino.
A ideia inicial do feminismo – garantir direitos básicos às mulheres, como o voto, a educação e o acesso ao mercado de trabalho – foi uma conquista inegável. No entanto, a agenda atual, liderada por ativistas radicais, deixou de lado a equidade e passou a promover um discurso agressivo que coloca mulheres contra homens e, paradoxalmente, contra outras mulheres que não compactuam com sua ideologia. O resultado é um “empoderamento” artificial, que não liberta, mas aprisiona.
Hoje, muitas dessas feministas ignoram completamente as mulheres que enfrentam verdadeiras opressões, como as que vivem sob regimes islâmicos repressivos. No Irã, por exemplo, mulheres são chicoteadas, presas e até mortas por simplesmente não usarem um véu da maneira “correta”. No Afeganistão, meninas são impedidas de estudar e obrigadas a viver sob o jugo de leis tribais cruéis. Mas onde estão as marchas furiosas, os discursos inflamados e as hashtags de solidariedade quando essas mulheres clamam por ajuda? Silêncio.
Ao mesmo tempo, essas mesmas ativistas fazem barulho contra mulheres que optam por um estilo de vida mais tradicional, demonizando aquelas que decidem ser mães, esposas e donas de casa por escolha própria. Para elas, a liberdade feminina só é válida quando segue a cartilha do feminismo radical. O que antes era uma luta pela igualdade tornou-se um tribunal ideológico onde qualquer mulher que discorde do pensamento dominante é tachada de “oprimida” ou “traidora do movimento”.
Além disso, essa nova onda de “empoderamento” destrói valores fundamentais da sociedade. Ao invés de fortalecer as famílias, incentiva o individualismo extremo e uma visão distorcida de liberdade, onde qualquer compromisso ou responsabilidade é tratado como opressão. Relacionamentos saudáveis são desprezados, e o conceito de maternidade é visto como uma prisão, quando, na realidade, muitas mulheres encontram realização justamente nessa jornada.
A hipocrisia é evidente: defendem “direitos” que, na prática, tornam as mulheres mais solitárias, infelizes e desconectadas de sua própria identidade. Celebram a vulgaridade como liberdade, mas ignoram que essa narrativa apenas objetifica as mulheres de uma forma diferente. Fingem lutar contra a opressão, mas fecham os olhos para as que realmente precisam.
O verdadeiro empoderamento feminino não está em destruir a família, demonizar a feminilidade ou criar um abismo entre homens e mulheres. Está em garantir que toda mulher possa escolher sua própria vida sem ser atacada por isso. Está em apoiar aquelas que realmente sofrem, e não apenas aquelas que se encaixam em uma ideologia.
É hora de resgatar o verdadeiro sentido da luta feminina e expor a farsa de um feminismo que, longe de libertar, apenas aprisiona as mulheres em um novo tipo de opressão: a da ideologia cega, hipócrita e destrutiva.




