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Moraes nega pedido do vilão Bolsonaro para viajar aos EUA para posse de Trump
Pedido negado
Por Antônio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
Era uma vez um herói que se perdeu nas sombras do próprio ego e virou vilão. Em sua jornada, havia um passaporte, uma mala e um sonho: cruzar fronteiras para celebrar a vitória de um “aliado de convicções”, em terras onde a democracia também ensaiava passos de dança em corda bamba. Mas, ao que parece, a ponte para o sonho foi barrada pelo “Guardião da Justiça”, Alexandre de Moraes, que, implacável, negou a permissão.
“Cadê o convite formal?”, questionou Moraes, talvez com um leve sorriso irônico no rosto, como quem desmonta um tabuleiro de xadrez já ganho. O pedido para comparecer à posse de Donald Trump, marcada para segunda-feira (20), foi mais um capítulo de uma novela que mistura política, drama e comédia pastelão. Bolsonaro, o ex-capitão, já sem espada e escudo, viu-se com o passaporte sequestrado pela Polícia Federal, peça de um quebra-cabeça investigativo sobre uma tentativa frustrada de golpe de Estado.
O ex-presidente, acostumado a alardear o “livre ir e vir”, agora experimenta o gosto amargo das limitações. As fronteiras, outrora vistas como portas escancaradas para um líder, tornaram-se barreiras intransponíveis. Afinal, democracia não é terreno de solistas; exige uma orquestra onde as notas são medidas pela Constituição, não pelo ego inflado de quem tenta desafiná-la.
Enquanto isso, a plateia observa com atenção. Uns gargalham, outros se indignam, mas ninguém desvia o olhar. Porque na peça chamada Brasil, o roteiro é sempre surpreendente. E, como dizem por aí, todo vilão é só um herói mal interpretado. Ou talvez não.




