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Moraes nega pedido do vilão Bolsonaro para viajar aos EUA para posse de Trump

Moraes nega pedido do vilão Bolsonaro para viajar aos EUA para posse de Trump
Publicado em 16/01/2025 às 13:52

Pedido negado

Por Antônio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Era uma vez um herói que se perdeu nas sombras do próprio ego e virou vilão. Em sua jornada, havia um passaporte, uma mala e um sonho: cruzar fronteiras para celebrar a vitória de um “aliado de convicções”, em terras onde a democracia também ensaiava passos de dança em corda bamba. Mas, ao que parece, a ponte para o sonho foi barrada pelo “Guardião da Justiça”, Alexandre de Moraes, que, implacável, negou a permissão.

“Cadê o convite formal?”, questionou Moraes, talvez com um leve sorriso irônico no rosto, como quem desmonta um tabuleiro de xadrez já ganho. O pedido para comparecer à posse de Donald Trump, marcada para segunda-feira (20), foi mais um capítulo de uma novela que mistura política, drama e comédia pastelão. Bolsonaro, o ex-capitão, já sem espada e escudo, viu-se com o passaporte sequestrado pela Polícia Federal, peça de um quebra-cabeça investigativo sobre uma tentativa frustrada de golpe de Estado.

O ex-presidente, acostumado a alardear o “livre ir e vir”, agora experimenta o gosto amargo das limitações. As fronteiras, outrora vistas como portas escancaradas para um líder, tornaram-se barreiras intransponíveis. Afinal, democracia não é terreno de solistas; exige uma orquestra onde as notas são medidas pela Constituição, não pelo ego inflado de quem tenta desafiná-la.

Enquanto isso, a plateia observa com atenção. Uns gargalham, outros se indignam, mas ninguém desvia o olhar. Porque na peça chamada Brasil, o roteiro é sempre surpreendente. E, como dizem por aí, todo vilão é só um herói mal interpretado. Ou talvez não.