CRÔNICA - JORNALISMO

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 30 de novembro de 2024

O dia 30 de novembro de 2024 nos entregou um mosaico de emoções: da tristeza pelos golfinhos ao júbilo pelo Botafogo; da ginástica que desafia o corpo às políticas que desafiam a paciência. Parabéns Botafogo !

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 30 de novembro de 2024
Publicado em 01/12/2024 às 13:54


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Entre golfinhos cinzas, taças douradas e ciclones políticos
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Por Antonio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
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Nas areias de Abaís e Caueira, os botos-cinza jaziam como cartas que o mar rejeitou, devolvendo ao remetente o peso de um descaso ambiental. Enquanto o azul do horizonte parecia sussurrar um lamento, na capital sergipana, Aracaju ensaiava novos passos com a prefeita eleita Emília Corrêa, que apresentou seu primeiro peão no tabuleiro político. Fábio Andrade na Secretaria de Turismo soa como uma promessa de samba bem ensaiado, mas será que o compasso se mantém quando a música mudar?

No palco das águas turvas da política internacional, Trump, o bufão de sempre, ameaçou o BRICS com tarifas que soam tão surreais quanto um romance de Kafka. O dólar como “rei das moedas” parece mais uma coroa de papelão em um desfile que já perdeu o brilho. Enquanto isso, no sul da Índia, o ciclone Fengal não pediu licença e dançou sua coreografia destrutiva, deixando para trás um rastro de mortes e luto.

Aracaju, por sua vez, brilhou sob o holofote da ginástica, recebendo mais de 700 atletas que, como trapezistas em um circo bem ensaiado, saltaram, giraram e desafiaram a gravidade. Em Buenos Aires, o time Rio de Janeiro, o Botafogo alcançava sua própria glória, conquistando a Libertadores pela primeira vez. Quem diria, o time que já foi chamado de “estrela solitária” agora cintila com um brilho inédito. É tempo de Botafogo.

Na Mega-Sena, os números sorteados ecoaram como versos de um poema que ninguém consegue decifrar, acumulando sonhos de R$ 76 milhões que seguem pendurados na árvore da esperança. Mas, enquanto alguns sonham, outros tramam. Em Washington, Kash Patel, fiel escudeiro de Trump, foi escolhido para chefiar o FBI. O toque de sinfonia autoritária anuncia tempos de tempestade, não só na política americana, mas no mundo.

E falando em tempestades, os militares brasileiros bateram à porta de Lula pedindo um guarda-chuva maior contra as novas regras de aposentadoria. A cena parece tirada de uma peça de teatro tragicômico: quem já teve tanto agora pede mais, enquanto o palco do Brasil range sob os holofotes de uma economia que mal respira.

O dia 30 de novembro de 2024 nos entregou um mosaico de emoções: da tristeza pelos golfinhos ao júbilo pelo Botafogo; da ginástica que desafia o corpo às políticas que desafiam a paciência. Em cada notícia, uma metáfora da nossa própria existência: ora saltamos como os atletas, ora naufragamos como os botos, e ora enfrentamos ciclones que nem sempre são meteorológicos.

Que venham os próximos capítulos dessa ópera dissonante chamada humanidade. Afinal, rir e chorar são só lados opostos do mesmo espetáculo.