CRÔNICA
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 25 de maio de 2025
O giro de notícias do Senhor Domingo 25 de maio de 2025
Por Antonio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
Quando o Mundo Capota, o Céu Cai e a Consciência Dorme…
Ah, 25 de maio… O dia em que a Terra girou mais depressa, capotou, bateu no poste da realidade e quebrou o retrovisor da esperança. Acordamos todos com o freio de mão puxado pela angústia e a buzina estridente da humanidade soando sem parar.
Em Aracaju, enquanto o sol bocejava, dois carros decidiram brincar de montanha-russa urbana: um capotou na Tancredo, talvez fugindo das contas, do preço do gás ou da vida mesmo. O outro abraçou um poste na Beira-Mar, como quem diz: “Se é pra tombar, tombei!” Sorte — ou ironia do destino — que o bafômetro fez cara de paisagem e não achou álcool, só imprudência mesmo.
Mas se aqui a cidade amanheceu de cabeça pra baixo, lá no Oriente o mundo inteiro segue de ponta-cabeça há muito mais tempo. Gaza virou sinônimo de luto, lágrimas e destroços. Lula, com a voz embargada de quem já viu a dor de perto, chamou de “vergonhoso e covarde” o massacre que varreu nove inocentes da vida — filhos de uma médica que agora não tem mais quem chamar de filho. E a gente, do lado de cá, segura o pranto com as mãos, mas ele escorre pelos olhos do planeta.
Enquanto isso, representantes de 20 nações se reúnem na Espanha para discutir o óbvio: Será que não dá, não, pra deixar o povo palestino viver? E lá vai o Brasil, levando na bagagem a velha diplomacia do “fazer amor, não fazer guerra”, tentando ensinar ao mundo que viver é melhor que explodir.
E se não bastasse o caos fabricado pelo homem, a Mãe Natureza também resolveu dar seu grito. No Chile, a terra tremeu — magnitude 5,8. Talvez a crosta terrestre esteja tão cansada das nossas besteiras que resolveu chacoalhar os ossos, como quem sacode poeira da consciência.
Nos Alpes suíços, a neve virou mortalha. Cinco esquiadores foram encontrados abraçados ao silêncio gélido da morte, depois de se perderem no abraço traiçoeiro das montanhas. O frio é um abraço que, às vezes, não solta mais.
E, claro, a Rússia, que adora brincar de apagar incêndio com gasolina, resolveu que era dia de bombardeio. Enquanto Ucrânia e Rússia trocam prisioneiros, trocam também bombas, mísseis e mais uns tantos cadáveres. Doze mortos… Doze histórias que se encerram na vírgula torta da estupidez humana.
No meio desse cenário, 103 brasileiros desembarcam deportados dos Estados Unidos. Alguns voltam com a mala cheia de frustração, outros com o carimbo da Polícia Federal na testa e um lembrete: “Aqui também tem problema, viu?” Fortaleza e Confins receberam esses filhos da esperança extraviada, que tentaram atravessar o muro invisível dos sonhos, mas foram barrados pela alfândega da realidade.
E o planeta segue… Capotando na imprudência, batendo no poste da intolerância, tremendo de medo, afundando na neve da indiferença e explodindo no bombardeio diário de vaidades e ganâncias.
No fim das contas, a gente só queria mesmo era estacionar a vida na vaga da paz, desligar o motor da violência, abaixar os vidros da empatia e viajar no GPS da humanidade. Mas, pelo visto, ainda falta combustível de amor, pneu de respeito e freio de bom senso.
Enquanto isso… A Terra segue girando. Ou seria… capotando?




