CRÔNICA

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 24 de Fevereiro de 2025

A Ópera dos Enganos e a Sinfonia da Vida

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 24 de Fevereiro de 2025
Publicado em 24/02/2025 às 23:55

As Manchetes do dia 24 de Fevereiro de 2025

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Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE


Era uma segunda-feira morna, dessas que se arrastam como um gato sonolento espreguiçando-se ao sol. Mas, enquanto a cidade acordava para a rotina, o palco da vida já estava montado para mais um espetáculo tragicômico.

A primeira cena do ato foi encenada pelo Ministério Público Federal, que resolveu puxar as rédeas da Universidade Federal de Sergipe. Como um maestro rigoroso, ordenou a suspensão do concurso para professor de zootecnia. O motivo? Notas desafinadas na partitura do processo seletivo. O público, ansioso por uma oportunidade no palco acadêmico, assistia à peça sem saber se o espetáculo terminaria em aplausos ou em vaias.

Enquanto isso, nos bastidores do agronegócio, um artista da enganação apresentava-se à polícia, acusado de golpes milionários. O ilusionista da fraude, que fazia dinheiro desaparecer mais rápido que um mágico de circo, deixou um rastro de prejuízo de R$ 2 milhões. Ah, o Brasil, esse grande picadeiro onde, às vezes, quem vende fumaça constrói castelos de areia.

Mas nem só de farsas e disputas judiciais vive a nação. O inverno das doenças respiratórias já bate à porta, e Sergipe, precavido como um velho marinheiro em mar revolto, inicia sua campanha de vacinação contra a bronquiolite. A ciência, teimosa como sempre, continua a acender pequenas velas na escuridão da ignorância.

No grande tabuleiro da política internacional, uma cena insólita ocorreu na Casa Branca. Macron, em tom professoral, corrigiu Trump sobre o dinheiro enviado à Ucrânia. O ex-presidente americano, conhecido por suas frases de efeito e sua relação tempestuosa com a verdade, recebeu uma aula gratuita de contabilidade geopolítica. No fundo, Trump é como aquele aluno que jura ter estudado, mas na hora da prova só entrega folhas em branco e frases de impacto.

Enquanto isso, no oriente, a ex-presidente Dilma Rousseff repousa em um hospital de Xangai. As notícias dizem que não é nada grave, mas o Brasil, como um filho distante, acompanha com um misto de preocupação e curiosidade. Afinal, é sempre estranho ver uma ex-chefe de estado internada em terras estrangeiras, como se a pátria fosse apenas um cenário distante de um filme que ela já não protagoniza.

Já no Vaticano, a fé ressoava como um canto gregoriano. Fiéis se reuniram em vigília pela saúde do Papa Francisco, que segue internado. O mundo aguarda, em preces e esperanças, enquanto o tempo, esse escultor implacável, desenha rugas na face do pontífice.

Por fim, no Brasil das tecnologias e das contradições, o PIX por aproximação começa a funcionar na sexta-feira dia 28 de fevereiro. Agora, basta um toque sutil entre celular e máquina para que o dinheiro troque de mãos. Ah, se a honestidade também pudesse ser transferida com essa facilidade! Enquanto isso, o governo aperta o cerco contra fraudes no Cadastro Único, como quem tenta tapar buracos em um barco já tomado pela água.

E assim segue o grande teatro do mundo. Entre fraudes e vacinas, entre fé e geopolítica, entre dinheiro e desilusões, a vida insiste em ensaiar novos atos, reinventando-se a cada cena. O público? Esse continua a assistir, às vezes rindo, às vezes chorando, mas sempre aplaudindo o imprevisível roteiro do cotidiano.