CRÔNICA

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as Notícias do Dia 22 de Maio de 2025

Giro de notícias da Senhora quinta-feira dia 22 de maio de 2025.

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as Notícias do Dia 22 de Maio de 2025
Publicado em 23/05/2025 às 6:28

Por Antonio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE


E o circo da vida armou mais um espetáculo sob o picadeiro de maio. Lá estava o palhaço da política, o mágico da economia, o equilibrista da justiça e, claro, aquele velho domador de ilusões chamado noticiário diário, que insiste em nos manter acordados — ou, no mínimo, indignados.

Comecemos pela cidade de Umbaúba, onde um vereador, que jurava estar sentado no trono da moralidade, descobriu que seu assento era, na verdade, um banquinho de gelo no sertão. O TRE-SE, vestindo a toga da verdade (ou da conveniência, quem sabe?), puxou o tapete de Benedito Barreto do Nascimento, aquele que, nas urnas, foi ungido como legítimo representante, mas, nos bastidores, carregava uma mancha invisível que agora virou holofote.

E Benedito, coitado, alegou com cara de quem não quebrou o vaso:
“Ué… ninguém reclamou quando eu botei o vaso na estante!”
Pois é, meu caro. No jogo da política, quem não lê as regras, dança no tribunal.

Mas enquanto uns perdem mandato, outros tentam ganhar estabilidade. E lá vem ele, o Concurso da Polícia Federal, acenando com salários que fariam qualquer mortal largar o cafezinho e o pão na chapa pra correr atrás de um contra-cheque parrudo. Até R$ 11 mil, minha gente! É dinheiro que faz até político pensar em largar a cadeira e virar agente administrativo. Pena que as vagas não são para prender corrupto de carteirinha — esses, como sabemos, têm curso superior em escapismo e doutorado em sumiço de provas.

E quem diria que o velho e temido Leão do Imposto de Renda estava, por um dia, distribuindo afagos. R$ 11 bilhões em restituições! É tanto dinheiro que até a Mega-Sena ficou sem graça. Dá pra muita gente respirar aliviado, pagar aquele cartão estourado, ou — no caso dos otimistas — apenas financiar mais umas parcelas da eterna dívida chamada “vida adulta”.

Mas calma, nem tudo são flores no jardim das notícias. Do outro lado do mapa-múndi, um certo presidente com topete imóvel e ego móvel — sim, ele mesmo, o sempre polêmico Donald Trump, que insiste em ser um personagem de série ruim que se recusa a ser cancelada — resolveu mirar sua bazuca diplomática contra a Universidade de Harvard.
“Quer estudar aqui? Nem pense! Porta fechada pra estrangeiro!” — gritou ele, enquanto erguia, não muros, mas muros invisíveis, feitos de xenofobia, prepotência e um ranço que atravessa fronteiras.

Enquanto isso, os livros choram. A sabedoria se encolhe num canto, e os diplomas tremem, porque até o saber virou questão de nacionalidade.

E assim segue o mundo, esse grande palco de absurdos poéticos, onde a realidade desafia o roteiro, os personagens esquecem suas falas, e nós — pobres espectadores — rimos, choramos e, às vezes, aplaudimos de pé… só pra não perder o costume.

A vida é esse teatro onde o ingresso é caro, o roteiro é improvisado, e o final? Ah… esse ninguém sabe. Só nos resta viver — e, claro, escrever crônicas.