CRÔNICA
Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 18 de março de 2025
Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
O jornal se abre como um velho baú de surpresas, exalando o aroma agridoce do presente. Lá vem a manchete: “SMTT orienta uso de patinetes elétricos em Aracaju”. E eu imagino uma cidade futurista, onde os pedestres disputam espaço com os robôs de duas rodas. Ah, o progresso! O vento bate no rosto, o capacete aperta a cabeça, e a sensação de liberdade dura… até o primeiro buraco da rua. Sim, porque no Brasil, andar de patinete é um esporte radical, onde o asfalto se vinga do cidadão desavisado.
Enquanto uns deslizam pelo caos urbano, outros flutuam sem vida nas ondas do destino. Uma tartaruga morta é encontrada na Barra dos Coqueiros, vítima silenciosa da civilização. O mar, que antes era seu refúgio, virou uma roleta-russa de plásticos e petróleo. Ah, pobre tartaruga! O Tamar alerta: “Não toque no animal”, mas quem tocará na consciência dos poluidores? Quem recolherá as pegadas da destruição deixadas por mãos humanas?
No Planalto, um anúncio soa como música para os ouvidos de milhões: o presidente Lula quer ampliar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A plateia aplaude, os assalariados sorriem, mas os bastidores da peça revelam um roteiro incerto. O Congresso, esse palco de atores coadjuvantes e vilões disfarçados, decidirá se a peça vira um drama social ou uma comédia de enganos. R$ 27 bilhões em renúncia fiscal? Não se preocupem, os ricos pagarão… ou encontrarão uma nova brecha para seguir ilesos.
E por falar em brechas, Eduardo Bolsonaro tira licença do mandato para morar nos Estados Unidos. Sim, o patriota que dizia “Brasil acima de tudo” resolveu trocar o samba pela Broadway, a feijoada pelo fast food, o calor tropical pelo frio da Flórida. Ironia? Não, coerência! Afinal, amar a pátria é bom, mas amar a América é ainda melhor. Fiquemos atentos, pois onde há fumaça, há passaporte diplomático pronto para escapar da fogueira.
Enquanto isso, do outro lado da história, o governo Trump libera arquivos secretos sobre a morte de John Kennedy. Ah, JFK, o mártir da política, cuja sombra ainda sussurra conspirações em corredores escuros. O que será revelado? Um novo atirador? Um plano mirabolante da CIA? Ou apenas mais um papel velho que confirma que a verdade é um labirinto sem saída?
E assim seguimos, navegando entre patinetes e destroços, impostos e exílios, segredos e silêncios. O mundo gira, os jornais se dobram, mas as histórias seguem abertas, esperando que alguém as leia, as entenda… ou, pelo menos, as conte com a devida pitada de ironia.
Boa leitura e bom dia aos que ainda têm coragem de sonhar!




