CRÔNICA
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 17 de Fevereiro de 2025
Manchetes da Vida: O Mundo Como uma Eterna Edição
As notícias do dia 17 de Fevereiro de 2025
Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
Na aurora do Dia Nacional do Repórter, o mundo despertou com sua eterna mania de escrever manchetes na testa da humanidade. O sol, editor-chefe do céu, subiu com sua pena dourada para rascunhar mais um capítulo da saga terrena, enquanto os homens, leitores e protagonistas, se atropelavam nas linhas tortuosas da existência.
Eis que Japaratuba abriu suas portas ao futuro, com alunos retornando aos bancos escolares e professores afiando as palavras como espadas de sabedoria. O celular, outrora um oráculo dos deuses digitais, foi exilado das salas de aula, pois, ao que parece, a lição do olho no olho ainda tem mais valor que o feed infinito da ilusão. Entre livros e sonhos, os pequenos cidadãos ensaiavam seus primeiros atos no teatro da vida.
E por falar em chegada, nasceu Letícia minha sobrinha, a nova flor do jardim familiar. Pequenina, mas já carregada de promessas e mistérios, ela veio como uma vírgula no livro do tempo, separando passado e futuro com um choro que anuncia esperança. Seja bem-vinda, pequena! Que o destino te escreva com letras douradas e que o mundo te leia com carinho.
Enquanto isso, Aracaju reescreve seus horários para os amantes do vento e das duas rodas. A ciclovia da Orla da Atalaia ganhou novo fuso horário, pois até a cidade, como um coração pulsante, precisa organizar seus ritmos e cadências. Mas será que, entre tantos ajustes, sobra tempo para pedalar contra o atraso urbano que insiste em frear o progresso?
Os mapas de Sergipe também decidiram brincar de escrita criativa. Oito municípios viraram protagonistas de um conto cartográfico, mudando seus limites como quem redesenha os capítulos de uma história inacabada. O IBGE, sempre um autor meticuloso, rabiscou novas fronteiras, e agora resta saber se os personagens desse enredo – prefeitos, vereadores e cidadãos – aceitarão os novos parágrafos ou riscarão as mudanças com tinta de protesto.
No tabuleiro geopolítico, a Europa treme diante do eco dos canhões. Macron, com um telefone de duas pontas, conversa com Trump e Zelensky, tentando juntar as sílabas da paz antes que o verbo “guerra” se torne inevitável. O Velho Mundo, que já escreveu tantos capítulos sangrentos na enciclopédia da história, tenta agora não ser apenas um rodapé nos novos conflitos.
Mas se há algo que não pode ser esquecido é o espetáculo aéreo que, sem ensaio, fez da pista de Toronto um palco de tragédia iminente. Um avião da Delta, desafiando as leis da física e da sorte, capotou ao pousar. O céu, que tantas vezes acolhe sonhos, dessa vez quase riscou um epitáfio nas nuvens. Felizmente, a manchete do dia foi “acidente” e não “catástrofe”.
E enquanto as páginas deste 17 de fevereiro de 2025 se fecham, a Justiça brasileira tenta decifrar seu próprio enigma: pode a inteligência artificial julgar sem humanidade? O CNJ busca respostas, enquanto o código binário espreita as togas dos juízes, aguardando seu momento de virar sentinela digital.
Por fim, no grande livro do dia, uma coisa é certa: os repórteres do destino continuam narrando a epopeia do mundo, em manchetes de alegria, suspense, ironia e dor. Uns escrevem, outros apenas leem, mas todos – sem exceção – fazem parte dessa crônica diária chamada vida.




