CRÔNICA
Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 16 de fevereiro de 2025
O Brasil no Palco do Mundo: Entre Raquetadas, Ondas e Ironias da História
Um domingão de notícias
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
O domingo amanheceu vestido de amarelo e verde, com uma raquete na mão e uma prancha sob os pés. João Fonseca, esse jovem de 18 primaveras, resolveu que já era hora de riscar seu nome na constelação do tênis. Com a leveza de quem joga como se estivesse brincando, fez do saibro argentino sua tela e, com pinceladas precisas, pintou um título inédito para o Brasil. No mar, Ítalo Ferreira domou as ondas árabes com a mesma desenvoltura de um pescador que conhece cada correnteza de sua vila. Da raquete ao surf, o Brasil acordou campeão.
No gramado, a nova geração decidiu que era dia de dança. A seleção Sub-20 entrou em campo como se o futebol fosse um ritual sagrado, um batuque nos pés, uma reza de dribles e gols. Deram um nó tático nos chilenos e, enquanto os argentinos tentavam conjurar um milagre contra os paraguaios, o destino, sempre brincalhão, resolveu soprar para o lado brasileiro. Treze vezes campeão. Não é sorte, é sina.
E enquanto os meninos celebravam com a bola, o Verão Sergipe 2025 se despedia em grande estilo. A Barra dos Coqueiros foi o palco onde o mar sussurrava canções e a brisa levava os acordes de BaianaSystem e Pato Fu para longe. Até o governador Fábio Mitidieri, aquele que recentemente descobriu que professores existem, deu as caras. O sol brilhou forte, mas as praias de Sergipe brilharam ainda mais. Com a bênção da Adema, todas as areias estão limpas, próprias para banho. Em tempos de mares poluídos e civilizações afogadas em plástico, ter praias cristalinas é quase um milagre.
Enquanto o Brasil celebrava, um pedaço da Europa decidiu visitar a terra tropical. Marcelo Rebelo de Sousa, presidente de Portugal, aterrissou para um encontro com Lula. No pacote da visita, a 14ª Cimeira Brasil-Portugal, onde velhos laços serão relembrados e novas promessas serão feitas. Quem diria, hein? Há 525 anos, Cabral chegava por aqui com naus e estandartes. Agora, é o presidente português quem desembarca, sem caravelas, mas com um aperto de mão diplomático.
Já na ala das ironias históricas, o Supremo Tribunal Federal decidiu que quem brinca de golpe leva pancada da justiça. Uma família inteira, pai, filho e genro, que cruzou o Brasil em um motorhome para brincar de sabotagem democrática, acabou condenada. Foram 12 anos e 6 meses de reclusão para aprender que não se brinca com a Constituição como quem joga dominó em praça pública.
E, enquanto o STF sentencia os viajantes da insensatez, o Reino Unido ensaia passos para uma nova dança militar. O premiê britânico, com um fervor quase shakespeariano, declarou-se “pronto” para enviar tropas à Ucrânia caso um acordo de paz seja firmado. Algo como prometer um guarda-chuva no meio de uma tempestade. Do outro lado do Canal da Mancha, Macron convocou uma cúpula de emergência sobre a guerra. Emergência que já dura dois anos e ainda parece longe do último capítulo.
Mas se o mundo parecia pesado demais, uma pequena dose de fofura asiática trouxe alívio. Em Hong Kong, dois pandas gêmeos de seis meses foram apresentados ao público, transformando o zoológico em um verdadeiro “pandamônio”. Afinal, quem precisa de estabilidade política quando se pode vender pacotes VIP para ver filhotes de panda?
E assim seguimos, entre raquetadas vitoriosas, ondas conquistadas, praias limpas, políticos viajantes e a eterna dança entre guerra e paz. O Brasil segue sendo o país do futuro, desde que o futuro seja hoje. O mundo segue girando, entre ironias e metáforas, mas a única certeza é que amanhã o sol nascerá de novo, pronto para outra crônica.




