CRÔNICA
Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 14 de Fevereiro de 2025
Chicotes e Carimbos : O Espetáculo de notícias do Brasil e do Mundo
Sextou as notícias do dia 14 de Fevereiro de 2025
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Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
No grande palco do Brasil e do mundo onde a vida imita o teatro e o teatro se confunde com a política, a sexta-feira foi marcada por cenas de um roteiro tragicômico, onde heróis e vilões trocam de papel conforme a conveniência da plateia.
Em uma rodoviária sergipana, um suposto policial resolveu transformar seu posto em um faroeste. Chicote em punho, emulava um domador de leões, afastando à força aqueles que já haviam sido chicoteados pela própria vida. O governador, magnânimo, prometeu investigar. Mas a dúvida que fica é: vai investigar a crueldade ou premiar a criatividade?
No Tribunal de Justiça de Sergipe, a audiência que escolheria o novo membro foi cancelada. Dizem que o tempo é senhor da razão, mas parece que o tempo também é amigo dos interesses, adiando decisões quando necessário. Enquanto isso, advogados jogam xadrez com as leis, tentando um xeque-mate jurídico.
A Polícia Federal anunciou um concurso com mil vagas. Mil oportunidades para heróis de terno azul e distintivo reluzente. Mas será que entre os futuros agentes haverá algum disposto a investigar o chicote da rodoviária?
O Samu de Sergipe trocou ambulâncias velhas por novas, um feito digno de manchetes. Enquanto isso, ambulantes na rodoviária seguem correndo do chicote. Estranho país esse, onde os investimentos correm para socorrer os feridos, mas ninguém pensa em evitar que se feriam. A frota reluz, mas o povo continua em marcha lenta, engolindo o pó da negligência.
O Brasil produz etanol, mas exporta pouco. O que sobra, Trump taxa. O presidente canalha dos Estados Unidos brinca de política comercial como quem joga dominó, derrubando peças sem se importar onde vão parar. O Presidente Lula, do outro lado do tabuleiro, discursou sobre o clima em Belém, apontando o dedo para Trump e sua falta de compromisso com o clima. “
A Anatel quer investigar o falso alarme de terremoto em Ubatuba. Ah, a tragédia que não aconteceu, mas causou pânico mesmo assim! Poderia ser um resumo do Brasil: tremores imaginários e abalos reais, uma nação sempre sob alerta, mas sem nenhum plano de evacuação.
Morre Cacá Diegues, um dos últimos grandes contadores de histórias. Seu cinema novo virou cinema velho, mas o Brasil segue sendo um filme sem roteiro, uma produção onde os mocinhos estão sempre em falta e os vilões dominam os bastidores.
Ovos sem rótulo agora precisarão de carimbo de validade. Se a regra valesse para políticos, talvez soubéssemos quando expiraram suas promessas. Mas aqui, só os ovos são fiscalizados. As ideias podres continuam sendo vendidas sem qualquer selo de inspeção.
Em Chernobyl, um drone causou uma explosão. A história, que já parecia encerrada, se reescreve. Assim como por aqui, onde fantasmas do passado insistem em nos assombrar, seja com chicotes na rodoviária, seja com ideias de fechamento de fronteiras, como na Alemanha.
No Peru, um policial fantasiado de capivara prendeu um traficante. Ironia suprema: enquanto no Brasil o policial usa chicote, no Peru ele se veste de bicho para capturar criminosos. Talvez precisemos aprender com os vizinhos e adotar disfarces. Quem sabe, se políticos se vestissem de honestidade, a corrupção ficasse menos confortável.
O Hamas prometeu liberar reféns, enquanto a Cruz Vermelha se preocupa com os que ainda estão presos. No tabuleiro geopolítico, vidas humanas são peões descartáveis, e a tragédia do outro sempre parece um problema distante.
E assim se vai mais um dia neste palco imenso chamado Brasil e o Mundo. Entre chicotes e carimbos, entre ambulâncias e terremotos falsos, seguimos assistindo ao espetáculo da vida. Um teatro onde a comédia e a tragédia se misturam, e o povo, sempre plateia, aplaude ou chora, conforme o roteiro permite.




