CRÔNICA

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 14 de dezembro de 2025

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 14 de dezembro de 2025
Publicado em 15/12/2025 às 7:24

Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

O dia 14 acordou com a garganta rouca de tanto gritar verdades. Em Aracaju, as ruas vestiram cartazes e indignação: o povo protestou contra o PL da dosimetria e a anistia do 8/1, como quem diz que golpe não é febre que se cura com paracetamol jurídico. A justiça, cansada de ser empurrada para debaixo do tapete, bateu o pé no asfalto quente e pediu respeito à memória democrática.

Enquanto isso, em Brasília, a política fez mais um truque de ilusionismo: Carla Zambelli entregou a renúncia como quem solta um balão furado no céu da Câmara. Saiu pela porta giratória da história e deixou no lugar o suplente, prova viva de que, no teatro do poder, sempre há um ator esperando a deixa. A ética, essa senhora de cabelos brancos, suspirou cansada no fundo da plateia.

E lá longe, na praia de Bondi, na Austrália, o mar — que nasceu para embalar — virou testemunha do horror. Um atentado rasgou a festa de Hanukkah, transformando alegria em luto, areia em ferida aberta. O mundo, atordoado, percebeu que o ódio anda descalço, misturado à multidão, pronto para manchar qualquer celebração.

Assim foi o domingo: protesto que grita, política que escapa e violência que sangra. Um dia curto, mas pesado — desses que nos obrigam a lembrar que democracia se defende, justiça não se barganha e humanidade não pode ser refém do ódio.