CRÔNICA
Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 13 de Fevereiro de 2025
O Mundo Gira, as Baleias Engolem e os Bolsos Esvaziam
A notícias do aventuroso dia 13 de Fevereiro de 2025
Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
13 de Fevereiro de 2025
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Era uma quinta-feira qualquer, dessas que amanhecem com promessas de normalidade, mas logo viram um tabuleiro de xadrez onde a ironia move as peças e o humor escorre pelas frestas do tabuleiro da realidade.
Em Aracaju, os fiscais vestiram suas capas de justiceiros tributários e saíram em uma cruzada contra as lojas de suplementos. A sonegação fiscal, essa praga silenciosa, corria solta como um fisiculturista bombado de proteína vencida. Enquanto isso, no Hemose, os estoques de sangue estavam tão baixos que até vampiros desistiram da capital sergipana. Doar sangue virou uma missão digna de heróis anônimos, enquanto o comércio de irregularidades seguia robusto, com cargas milionárias sendo apreendidas em atacadões, provando que, no Brasil, o crime pode até compensar, mas não passa pelo caixa sem um recibo da Receita Federal.
Enquanto isso, em Pirambu, os professores da rede municipal se reuniam na Jornada Pedagógica. Debatendo empatia e educação.
Do outro lado do mapa, no Paraná, quatro sortudos cravaram cinco números na Mega-Sena e levaram para casa um prêmio que, se não transforma ninguém em magnata, ao menos garante uns anos de carne de primeira no churrasco de domingo. Já o prêmio principal, ninguém levou – talvez porque a sorte seja uma dama caprichosa, sempre flertando com a possibilidade de um amanhã milionário, mas nunca entregando o anel de compromisso.
No STF, os ministros seguiam julgando o eterno drama da “revisão da vida toda” do INSS. O aposentado, aquele mesmo que passou décadas suando pelo país, agora precisa de um tribunal para decidir se vai comer arroz com feijão ou só o caldo. As regras mudam como ventos no litoral, e o que era direito vira discussão, enquanto a velhice se torna um fardo carregado com boletos e promessas vazias.
Mas quem pensa que só o Brasil se mete em encrencas, é porque não acompanhou Donald Trump relançando sua versão de reality show geopolítico. Agora, o bilionário laranja decidiu taxar o etanol brasileiro, porque, claro, nada como uma boa guerra comercial para apimentar a inflação global. O mundo dos negócios parece um jogo de War: cada líder tenta pintar o mapa com suas próprias cores, mas no fim, a conta quem paga é sempre o povo.
E para coroar o caos financeiro, o Banco Central informou que a falha no PIX foi apenas uma “instabilidade momentânea”. Os brasileiros, já acostumados com instabilidades que duram décadas, riram nervosamente enquanto tentavam pagar suas contas. “Já foi resolvido”, garantiram. Mas a dúvida pairava no ar como um cheque sem fundo.
Enquanto humanos brigam por dinheiro, impostos e sorteios milionários, a natureza segue seu próprio roteiro. No Chile, uma baleia engoliu e devolveu um jovem que remava tranquilamente de caiaque. Um caso raro? Sim. Mas, convenhamos, o oceano ainda é mais justo que a economia brasileira: ao menos, devolve o que engole.
Já no futebol, Brasil e Argentina empataram no Sul-Americano Sub-20, adiando a decisão do título para a última rodada.
E assim, o dia 13 de fevereiro de 2025 seguiu seu curso, como um rio caudaloso que carrega sonhos, decepções e manchetes. O Brasil continua sendo um país onde o caos é cotidiano, a esperança é teimosa e a ironia, essa sim, nunca sai de moda.
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